Câncer do colo do útero: estimativa chega a 19 mil casos anuais
Projeção do INCA para 2026 a 2028 representa aumento de cerca de 14% em relação ao triênio anterior.
O Brasil deve registrar cerca de 19 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A projeção representa aumento de aproximadamente 14% em relação ao triênio anterior. A doença costuma ter evolução lenta e silenciosa nas fases iniciais, o que torna relevantes as informações sobre fatores associados e exames de rastreamento.
A campanha Outubro Rosa é voltada à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e a importância dos exames de rotina. Nos últimos anos, a mobilização também passou a incluir tumores ginecológicos.
HPV e câncer do colo do útero
A doença está principalmente relacionada à infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV). Os tipos HPV 16 e 18 estão associados a cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, explica Luana Guerreiro, médica rádio-oncologista do Oncoville Radioterapia.
“Esta infecção pode, ou não, evoluir para o câncer, sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido à resposta imunológica da própria pessoa”, explica Guerreiro. A presença do HPV, portanto, não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá câncer; a informação da especialista destaca a possibilidade de o próprio organismo eliminar o vírus.
Rastreamento identifica alterações
O rastreamento é fundamental para identificar alterações precocemente. O exame Papanicolau detecta mudanças nas células do colo do útero. Já o teste molecular de DNA-HPV identifica a presença de tipos do vírus considerados de alto risco.
A implantação do teste de DNA-HPV na rede pública está sendo realizada gradualmente pelo Ministério da Saúde. Os exames têm funções distintas: um verifica alterações celulares e o outro busca identificar tipos de HPV de alto risco. O material não detalha prazos ou etapas dessa implantação.
Modalidades de radioterapia
A radioterapia pode fazer parte do tratamento por meio da teleterapia, da braquiterapia ou da associação das duas modalidades. Na braquiterapia, aplicadores específicos são introduzidos pela via vaginal para conduzir fontes radioativas até a região a ser tratada. Na teleterapia, feixes de raios X são direcionados ao tumor, com planejamento para preservar os órgãos sadios próximos.
“Na teleterapia, a paciente verá apenas a máquina girar em torno dela, sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação”, explica Paulo Cesar Dias Petchevist, físico médico do Oncoville. A descrição se refere à aplicação da teleterapia, uma das modalidades citadas para o tratamento.
A definição da estratégia depende do estágio da doença e das características de cada paciente. As estimativas de novos casos, as informações sobre HPV e os métodos de rastreamento e tratamento abordam diferentes aspectos do câncer do colo do útero, sem que uma única abordagem seja indicada para todas as pacientes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



