Paraná usa trombolíticos em casos de infarto e AVC

Protocolo estadual implantado em 2020 combina avaliação clínica, medicamentos e capacitação das equipes

Em casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, o tempo até o início do tratamento pode ser decisivo. No Paraná, um protocolo implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em junho de 2020 prevê o uso de medicamentos trombolíticos e a capacitação das equipes de urgência. Desde a implantação, 2 mil pacientes com infarto receberam o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde maio de 2026, 80 pessoas receberam trombolítico para AVC isquêmico, segundo levantamento dos hospitais próprios. A Sesa informa que os tratamentos foram custeados integralmente pelo Estado.

Os trombolíticos podem dissolver coágulos que bloqueiam vasos sanguíneos e comprometem a circulação e a oxigenação do coração ou do cérebro. A indicação depende de avaliação clínica. Em casos de infarto, o medicamento pode ser considerado quando procedimentos de maior complexidade, como a angioplastia, não estão disponíveis no tempo recomendado, enquanto a continuidade do atendimento é organizada na rede de saúde.

Protocolo inclui treinamento e monitoramento

Segundo a Sesa, o medicamento está disponível em 20 hospitais de pequeno porte e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além de ambulâncias de Suporte Avançado do Samu habilitadas. O protocolo prevê monitoramento dos atendimentos em tempo real, treinamentos online bimestrais e capacitações presenciais a cada seis meses.

Nas UPAs, as equipes podem diagnosticar, avaliar a indicação clínica e iniciar o tratamento para infarto ou AVC isquêmico. Nos atendimentos do Samu, a administração pode ocorrer em unidades de Suporte Avançado habilitadas, após avaliação da equipe de saúde.

O médico de Urgência e Emergência da Sesa, Marcio Allan de Souza Alves, destaca que o medicamento tem contraindicações e precisa ser administrado após avaliação, muitas vezes em situações de alta pressão. Ele informa que 2.200 profissionais, entre médicos e enfermeiros, já foram alcançados pelas capacitações. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, relaciona a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento a maiores chances de sobrevivência e menor risco de sequelas, e ressalta a importância de preparar as equipes também para deslocamentos mais longos.

Registros no Samu e dados do litoral

Os registros do Samu no Paraná relacionados a atendimentos por infarto somaram 2.818 em 2023, 3.792 em 2024 e 3.675 em 2025. Até 29 de setembro de 2026, foram contabilizados 2.980 atendimentos.

Nas UPAs do litoral, a Urgência e Emergência da Sesa registrou 105 atendimentos de infarto em 2026, número superior à soma dos demais anos monitorados desde 2020. Durante as edições do Verão Maior Paraná de 2025 e 2026, foram 15 e 46 pacientes, respectivamente, no comparativo divulgado pela secretaria. A Sesa relaciona o aumento da população no litoral à maior identificação de infartos e ao uso de trombolíticos.

A gerente de Urgência e Emergência da Sesa, Giovana Fratin, afirma que a integração do protocolo busca qualificar o atendimento e fortalecer a linha de cuidado. Segundo ela, cerca de 10% dos pacientes elegíveis recebem trombolítico. A oferta já foi ampliada nas 1ª e 20ª Regionais de Saúde, e a secretaria estuda estendê-la a outras regiões.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 17 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar