Skincare infantil: riscos do uso de produtos para adultos
AMRIGS e SBD-RS alertam para cuidados simples e adequados à pele das crianças
Com a popularização de vídeos sobre beleza nas redes sociais, muitas crianças têm tentado reproduzir rotinas de skincare indicadas para adultos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) manifestam preocupação com essa prática, que pode trazer riscos à pele infantil.
A pele das crianças é mais fina, sensível e ainda está em desenvolvimento, o que a torna mais vulnerável aos componentes químicos presentes em cosméticos para adultos, como ácidos, retinol, ativos anti-idade e esfoliantes. O uso desses produtos, especialmente sem orientação médica ou em rotinas com várias etapas, pode causar irritações, alergias, dermatites, manchas, queimaduras químicas e comprometer a barreira natural de proteção da pele.
Cuidados simples e adequados
As entidades recomendam que o autocuidado na infância seja simples, adequado à idade e focado no bem-estar, sem antecipar preocupações estéticas típicas da vida adulta. Entre as medidas indicadas estão o uso de sabonete suave apropriado para crianças e protetor solar infantil. Além disso, o uso de chapéus, roupas que protejam do sol e a permanência em locais com sombra nos horários de maior radiação são importantes para a proteção da pele.
Também são ressaltados a importância da hidratação adequada, alimentação equilibrada e a educação sobre os riscos da exposição solar. A mistura de diferentes cosméticos ou a reprodução de rotinas complexas vistas na internet, sem avaliação profissional, aumenta o risco de reações adversas.
Além disso, hidratantes destinados a peles maduras podem favorecer o surgimento de cravos e espinhas em adolescentes, enquanto esfoliantes e produtos abrasivos podem causar agressões desnecessárias. A exposição precoce e frequente a várias substâncias eleva a possibilidade de dermatite de contato.
Observação e atenção aos sinais
Em caso de vermelhidão, coceira, descamação, ardência, manchas ou inchaço, a aplicação do produto deve ser suspensa imediatamente. A avaliação por um médico dermatologista é recomendada sempre que houver lesões persistentes ou dúvidas sobre a segurança de um cosmético.
Os pais e responsáveis devem acompanhar os conteúdos consumidos pelas crianças e observar mudanças no comportamento relacionadas à aparência. Preocupação excessiva com imperfeições, uso constante de maquiagem ou cosméticos e insatisfação com a própria imagem merecem atenção especial.
O objetivo é preservar a infância como uma fase de desenvolvimento e aprendizado, promovendo cuidados que priorizem a proteção e a segurança da pele, respeitando as necessidades específicas de cada faixa etária.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



