Obesidade: dados atuais e estratégias de prevenção
No Brasil, obesidade em adultos das capitais e DF mais que dobrou desde 2006; 11 de outubro reforça prevenção e combate ao estigma
O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, chama atenção para uma condição crônica que envolve mais do que escolhas individuais. No Brasil, a prevalência de obesidade entre adultos das capitais e do Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.
A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica e recidivante, resultante de interações complexas entre fatores genéticos, comportamentais, sociais e ambientais. Por isso, informação sem julgamento e acompanhamento profissional individualizado são partes importantes da prevenção e do cuidado.
O cenário em números
De acordo com a OMS, em 2022, 2,5 bilhões de adultos apresentavam excesso de peso no mundo, incluindo mais de 890 milhões com obesidade. A condição atingia cerca de 16% da população adulta, e sua prevalência mais que dobrou entre 1990 e 2022.
Entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, a proporção com obesidade passou de 2% para 8% no mesmo período, chegando a mais de 160 milhões de jovens em 2022. No Brasil, o Atlas Mundial da Obesidade 2026 estima que, em 2025, cerca de 38% das pessoas dessa faixa etária terão sobrepeso ou obesidade, quase o dobro da média mundial de 20,7%.
Fatores que influenciam a obesidade
O desenvolvimento da obesidade envolve múltiplos fatores, como predisposição genética, padrões alimentares, nível de atividade física, qualidade do sono, saúde emocional, uso de medicamentos e condições clínicas. Aspectos ambientais e sociais, como preço e disponibilidade de alimentos, condições de trabalho e acesso a espaços seguros para atividade física, também influenciam os hábitos de vida.
Em adultos, o Índice de Massa Corporal (IMC) é calculado dividindo o peso, em quilos, pela altura ao quadrado (em metros). Valores entre 25 e 29,9 kg/m² indicam sobrepeso, e a partir de 30 kg/m², obesidade. Para crianças e adolescentes, a avaliação considera idade e sexo, utilizando curvas de crescimento específicas.
Alimentação: qualidade além das calorias
Estudos clínicos recentes destacam que, além da quantidade de calorias, a qualidade dos alimentos influencia o controle do peso. Um ensaio clínico de 2025, publicado na Nature Medicine, avaliou 55 adultos que seguiram dietas minimamente processadas e ultraprocessadas por oito semanas cada. A perda média de peso foi maior com a dieta minimamente processada (2,06%) em comparação à ultraprocessada (1,05%).
Outro estudo de 2019, publicado na Cell Metabolism, com 20 adultos, mostrou que durante duas semanas consumindo ultraprocessados, os participantes ingeriram em média 508 calorias a mais por dia e ganharam cerca de 900 gramas. Nas duas semanas sem ultraprocessados, perderam aproximadamente 900 gramas. Esses resultados indicam que o tipo de alimento pode influenciar a quantidade consumida e a velocidade da ingestão.
Prevenção e cuidado contínuo
Medidas recomendadas para prevenção incluem priorizar frutas, hortaliças, leguminosas e grãos integrais, praticar atividade física regularmente, reduzir o tempo sedentário e cuidar da qualidade do sono. O acompanhamento profissional é fundamental para avaliar parâmetros como pressão arterial, glicemia e lipídios, além de definir estratégias individualizadas. Quando necessário, o tratamento pode incluir medicamentos ou cirurgia.
Além disso, combater o estigma, a discriminação e o bullying relacionados à obesidade é essencial para preservar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas afetadas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



