Memória saudável: 5 hábitos que mantêm o cérebro ativo
Atividade física, sono, vínculos sociais e novos aprendizados compõem uma rotina associada à saúde cerebral; estudos reforçam abordagem multidimensional
Cuidar da memória não se resume a um único exercício ou a esperar os primeiros sinais de esquecimento. A saúde cerebral está ligada a uma combinação de hábitos diários, como movimentar o corpo, dormir bem, manter vínculos sociais e continuar aprendendo, que podem ser incorporados em diferentes fases da vida.
Essa abordagem ampla foi avaliada pelo estudo FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability), realizado na Finlândia com 1.259 pessoas entre 60 e 77 anos com risco aumentado para declínio cognitivo. Durante dois anos, os pesquisadores compararam orientações gerais de saúde com uma intervenção que combinou alimentação, exercícios físicos, treinamento cognitivo e acompanhamento de fatores cardiovasculares e metabólicos. O grupo submetido à intervenção multidomínio apresentou resultados favoráveis no desempenho cognitivo.
Estímulo com desafio
Jogos, quebra-cabeças e exercícios de raciocínio podem estimular habilidades como memória, atenção e planejamento. Contudo, a novidade e o desafio são essenciais: atividades automáticas exigem menos do cérebro do que aprender algo novo ou buscar soluções diferentes para um problema.
Isso pode incluir iniciar um curso, aprender uma habilidade manual, experimentar um instrumento musical ou variar atividades que envolvam linguagem e raciocínio. A ideia não é transformar todo momento livre em treinamento, mas abrir espaço para experiências que mantenham a curiosidade e a aprendizagem em movimento.
A capacidade do cérebro de se modificar em resposta a experiências é chamada neuroplasticidade. Ainda assim, estímulos cognitivos não garantem proteção contra doenças ou demências, que envolvem múltiplos fatores, alguns não modificáveis. Os exercícios mentais são apenas uma parte dos cuidados com a saúde cerebral.
Pesquisa brasileira sobre estimulação cognitiva
Um estudo publicado em 2026 na revista International Psychogeriatrics acompanhou 207 idosos escolarizados e sem comprometimento cognitivo por 18 meses. A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com colaboração de outras unidades da USP, comparou participantes submetidos ao método Supera com grupos de controle.
Os resultados indicaram aproximadamente 45% de melhora na memória ao longo de um ano, redução de 60% nas queixas cognitivas, melhora nas funções executivas e redução de 29% nos sintomas depressivos. O Supera disponibilizou o método utilizado na intervenção, mas não conduziu nem analisou o estudo. Esses resultados não devem ser interpretados como garantia de prevenção ou efeito individual.
Cinco hábitos para incluir na rotina
- Movimente-se: a atividade física é fundamental para a saúde cardiovascular e cerebral.
- Continue aprendendo: experimente conteúdos e habilidades novos para estimular o cérebro.
- Varie os desafios: combine atividades que envolvam memória, atenção, linguagem e resolução de problemas.
- Cuide do sono e da alimentação: ambos são essenciais para o funcionamento cerebral e a saúde geral.
- Preserve os vínculos sociais: interações e atividades em grupo oferecem estímulos cognitivos e promovem o bem-estar.
Mais do que buscar uma fórmula para a memória, a proposta é construir uma rotina possível e diversificada. Caso haja preocupações com esquecimentos ou outras mudanças cognitivas, é recomendada a busca por orientação profissional, pois hábitos saudáveis não substituem avaliação médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



