Governança de IA ganha destaque na avaliação de empresas de saúde
Investidores analisam uso de IA, proteção de dados e controles em healthtechs antes de investimentos
O avanço da inteligência artificial (IA) nas empresas, especialmente no setor de saúde, tem levado investidores a considerar aspectos relacionados à governança de IA e privacidade em seus processos de auditoria e due diligence. Além das tradicionais avaliações jurídicas, financeiras e tecnológicas, os investidores buscam entender como as empresas utilizam a tecnologia, a origem dos dados, os fornecedores envolvidos, as políticas adotadas e os controles implementados para mitigar riscos.
Esse tema foi discutido em uma live promovida pela Axis AI & Privacy Governance, que reuniu especialistas das áreas de tecnologia, direito, segurança cibernética e negócios. A conversa destacou a importância de integrar a governança de IA com a governança de privacidade, especialmente em empresas que lidam com dados sensíveis e tecnologias de terceiros.
Aspectos avaliados na diligência
Investidores têm feito questionamentos específicos sobre a propriedade da tecnologia, buscando distinguir entre soluções proprietárias e aquelas que dependem de modelos ou infraestruturas de terceiros. Essa distinção é crucial para compreender o valor do ativo tecnológico e os riscos associados. Por exemplo, startups que afirmam possuir tecnologia própria podem, na prática, depender significativamente de ferramentas externas, o que pode não estar claro na documentação inicial.
No setor de saúde, onde a combinação de IA e grandes volumes de dados sensíveis é comum, a avaliação inclui não apenas a capacidade tecnológica, mas também a maturidade da empresa em lidar com exigências regulatórias, privacidade e segurança dos dados.
Coerência entre declaração e operação
Segundo especialistas, é fundamental que haja consistência entre o que a empresa declara, o que está documentado, o que pode ser observado externamente e o que ocorre na operação real. Políticas corporativas, registros e evidências digitais são analisados para garantir que essas dimensões reflitam uma única realidade operacional.
Essa análise preliminar pode ser feita com base em informações públicas e materiais fornecidos pela própria empresa, facilitando a identificação de eventuais contradições ou lacunas antes de uma diligência mais aprofundada.
Preparação e organização para investimentos
Uma estrutura de governança de privacidade já estabelecida pode servir como base para desenvolver a governança de IA, evitando que a empresa precise começar do zero. É importante manter inventários atualizados dos sistemas de IA, mapear fornecedores e definir responsabilidades claras.
Essa preparação deve ocorrer antes de oportunidades de investimento ou auditorias, permitindo que a empresa responda com clareza às perguntas dos investidores e demonstre um uso responsável da tecnologia e dos dados.
Assim, a governança de IA e privacidade torna-se um diferencial competitivo para empresas de saúde e healthtechs, alinhando inovação tecnológica com conformidade regulatória e gestão de riscos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



