Compras de remédios para ansiedade sobem 11,7% em um ano
Dados da Vidalink comparam os primeiros semestres de 2025 e 2026 e apontam alta de 15,3% entre pessoas de 19 a 24 anos
As compras de medicamentos relacionados à depressão e à ansiedade cresceram 11,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Vidalink, maior empresa de plano de bem-estar corporativo do Brasil. O número de pessoas que adquiriram esses medicamentos também aumentou, passando de 21,2 mil para 23,2 mil, um crescimento de 9,4%.
O estudo analisou dados de 34.823 beneficiários que compraram ao menos um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026, mantendo o benefício da Vidalink ativo durante todo esse período. A comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026 permitiu avaliar a evolução do comportamento de compra dentro desse grupo estável.
Geração Z apresenta maior crescimento
Entre as faixas etárias analisadas, a Geração Z, composta por pessoas de 19 a 24 anos, registrou o avanço mais acelerado. O número de compradores dessa geração aumentou 15,3%, enquanto a quantidade de compras subiu 19,2% e o valor transacionado cresceu 21,2%.
Outras gerações também apresentaram crescimento: os Millennials tiveram alta de 10,2% no número de compradores e 12,1% na quantidade de compras; a Geração X registrou aumentos de 7,1% e 10,5%, respectivamente; e os Baby Boomers (60 anos ou mais) tiveram crescimento de 3,5% no número de compradores e 4,7% nas compras.
Mulheres continuam maioria entre compradores
O perfil por gênero manteve-se estável, com mulheres representando 64,1% dos compradores nos dois períodos analisados, enquanto os homens corresponderam a 35,9%. Esses dados refletem quem realizou compras pelo benefício da Vidalink e não indicam a proporção de diagnósticos de depressão ou ansiedade na população.
Contexto e limitações do levantamento
O estudo considera compras realizadas por meio do benefício da Vidalink e um grupo com vínculo contínuo, o que significa que os resultados não representam automaticamente todas as pessoas que usam medicamentos para depressão ou ansiedade no Brasil. Além disso, a Vidalink ressalta que não é possível atribuir o aumento das compras a uma única causa, e os dados não permitem concluir que houve crescimento equivalente na população geral.
Apesar dessas limitações, o levantamento destaca mudanças no comportamento de compra entre os beneficiários acompanhados e reforça a importância de ampliar o acesso ao cuidado com a saúde mental, especialmente considerando o crescimento mais acelerado entre os jovens da Geração Z.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



