Quase 70% das quedas registradas pelo INTO em 2026 envolveram idosos
Entre janeiro e agosto de 2026, o INTO atendeu 316 pacientes após quedas da própria altura, sendo 220 com 60 anos ou mais
Quase 70% dos pacientes atendidos pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) após quedas da própria altura tinham 60 anos ou mais. Entre janeiro e agosto de 2026, foram 220 pessoas idosas em um total de 316 pacientes transferidos de unidades de saúde do município e do estado do Rio de Janeiro. O número total de casos foi 48% maior que no mesmo período de 2025.
Essas quedas, que ocorrem quando a pessoa perde o equilíbrio sem sofrer um trauma de grande impacto, podem parecer acidentes simples, mas frequentemente resultam em fraturas, internações e longos períodos de reabilitação, comprometendo a mobilidade e a autonomia dos idosos.
Risco crescente com a idade
Dos 220 pacientes idosos, 159 tinham entre 60 e 79 anos, e 61 tinham 80 anos ou mais. Nesta última faixa etária, o número de ocorrências subiu de 33, entre janeiro e agosto de 2025, para 61 no mesmo período de 2026, um aumento de 85%.
O chefe do Centro de Trauma do INTO, Tito Rocha, explica que fatores comuns no envelhecimento, como redução da acuidade visual, perda de força muscular devido à sarcopenia e diminuição do equilíbrio, elevam o risco de quedas e dificultam a reação diante de desequilíbrios. Além disso, condições como a osteoporose enfraquecem os ossos, tornando as quedas mais perigosas.
“Muitas vezes a queda em si não é o principal problema. O que preocupa são as fraturas que ela pode provocar”, destaca o especialista. Entre as lesões mais frequentes estão as fraturas de quadril, que geralmente exigem cirurgia e reabilitação prolongada. Segundo ele, isso ocorre porque os idosos tendem a cair para trás, impactando primeiro a região do quadril.
Ambiente doméstico seguro
Grande parte das quedas acontece dentro de casa. O INTO recomenda cuidados para tornar o ambiente mais seguro, como retirar tapetes soltos, evitar pisos escorregadios, melhorar a iluminação, especialmente à noite, instalar barras de apoio nos banheiros e estar atento à circulação de animais de estimação que possam causar tropeços.
“A casa não pode ser uma armadilha para o idoso”, orienta Tito Rocha. Além disso, a prática regular de atividades físicas é fundamental para preservar a força muscular, o equilíbrio e a saúde óssea, reduzindo o risco e a gravidade das quedas. O acompanhamento médico também é importante para avaliar a visão, a saúde cardiovascular e outras condições que podem contribuir para acidentes.
Preservando a autonomia
Prevenir quedas não significa limitar a independência dos idosos, mas sim identificar riscos e adaptar os espaços e rotinas para garantir mais segurança. O INTO disponibiliza em seu site uma cartilha educativa com orientações para a prevenção de quedas na terceira idade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



