Mamografia: quando fazer e por que a avaliação individual importa

Mamografia no SUS é recomendada a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos, mas sintomas e histórico podem exigir avaliação individual.

O câncer de mama deve registrar 78.610 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diante desse cenário, uma dúvida comum ganha força no Outubro Rosa: toda mulher precisa fazer mamografia todos os anos? A resposta depende da idade, do histórico de saúde e, principalmente, de haver ou não algum sinal que precise ser investigado.

Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda, no SUS, o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Essa orientação é voltada a quem não apresenta sintomas. Ela não significa que uma alteração deva esperar até essa faixa etária para ser avaliada.

Rastreamento ou investigação?

Rastreamento é o acompanhamento de pessoas sem sinais ou sintomas, com o objetivo de identificar uma doença antes que ela se manifeste. Já a investigação diagnóstica é indicada quando existe uma alteração, um sintoma ou algum fator que leve a uma avaliação mais detalhada.

“São situações diferentes. O rastreamento é uma estratégia para acompanhar uma população que não apresenta sintomas, enquanto a investigação acontece quando existe uma alteração, um sintoma ou algum fator que indique a necessidade de uma avaliação mais detalhada”, explica Erika Simplício, oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A idade é um dos principais fatores de risco: cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem depois dos 50 anos, segundo o INCA. Ainda assim, parte dos diagnósticos acontece antes dessa idade. Histórico pessoal e familiar, alterações identificadas anteriormente e outros fatores individuais também podem influenciar a conduta.

Quando procurar avaliação

Um caroço ou nódulo, mudanças no formato ou no tamanho da mama, alterações na pele, retração do mamilo, secreção pelo mamilo ou outras mudanças persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Nessa situação, não se trata de esperar pelo próximo exame de rotina: cabe à avaliação médica indicar se são necessários exames e quais fazem sentido.

Nem toda alteração significa câncer, mas uma mudança que não era habitual merece atenção. Como explica Simplício, “o importante é não esperar que o sintoma desapareça por conta própria ou tentar definir a causa em casa”.

Mais exames nem sempre são melhores

Uma avaliação individual não significa fazer exames sem critério. O objetivo é considerar o contexto de cada mulher para evitar tanto investigações desnecessárias quanto a perda de uma oportunidade de diagnóstico precoce. Uma pessoa fora da faixa etária do rastreamento pode precisar de investigação; alguém dentro dela também pode ter uma situação que peça outra abordagem.

Por isso, o Outubro Rosa também é um convite à informação: conhecer o próprio histórico de saúde, manter consultas e buscar orientação diante de mudanças persistentes ajudam a definir o caminho adequado. Rastreamento e investigação têm objetivos diferentes, e a recomendação pode variar de acordo com cada caso.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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