Nathalia Garrote: de renda extra para casamento a negócio digital milionário
Empreendedora iniciou com workshops de organização e hoje fatura mais de R$ 2 milhões por ano
Uma habilidade cotidiana, como organizar agendas, foi o ponto de partida para Nathalia Garrote criar uma renda extra e ajudar a pagar seu casamento. O projeto inicial evoluiu para um negócio digital que, segundo informações divulgadas, ultrapassa R$ 2 milhões em faturamento anual. Mais do que o valor alcançado, a história chama atenção pelo caminho percorrido: partir de um conhecimento específico, encontrar um público e aprender a estabelecer limites profissionais.
Com o Dia do Empreendedor celebrado em 5 de outubro, a experiência de Nathalia também destaca a transição do emprego formal para o negócio próprio, sem transformar resultados individuais em promessas de sucesso.
De workshop presencial a mentoria online
Enquanto trabalhava em uma multinacional do setor de transportes, Nathalia criou um workshop presencial para ensinar organização de rotina. A iniciativa começou com 13 alunas e, em poucos meses, chegou a 15 turmas de 10 pessoas, conforme divulgado.
Após um período sem oferecer os workshops, ela foi incentivada pelo marido, Felipe Garrote, a retomar o ensino. Em 2020, com o isolamento social, os planos de retomar o formato presencial foram interrompidos.
Como alternativa, Nathalia lançou o projeto “Tudo se organiza” no Instagram, que alcançou mil seguidores em um mês. A demanda por mentorias e produtos digitais cresceu, e ela estruturou uma mentoria online baseada em seu conhecimento.
Segundo o relato divulgado, com quatro meses de negócio, Nathalia já faturava cinco vezes o salário que recebia na multinacional, o que lhe deu segurança para fazer a transição de carreira. É importante destacar que faturamento não equivale necessariamente a lucro ou salário líquido.
Conhecimento aliado a público definido
Atualmente, o negócio de Nathalia conta com mais de 41 produtos digitais lançados e mais de 30 mil alunos em 47 países, com público majoritariamente feminino.
Seu principal programa oferece acompanhamento de 12 meses para dois públicos: infoprodutores que desejam transformar conhecimento em cursos, e-books e mentorias, e prestadores de serviços, como nutricionistas, advogados e terapeutas, que buscam vender consultorias e serviços próprios.
Para Nathalia, dominar um assunto não significa ter um produto estruturado. “Se você não consegue descrever seu negócio em uma linha, muito provavelmente ele é genérico”, afirma. Essa reflexão desloca o foco da simples criação de um curso para a clareza sobre o que se oferece e para quem.
Estabelecendo limites no atendimento
Outro aprendizado destacado é a importância de separar a vida pessoal do atendimento aos alunos. Para Nathalia, oferecer suporte de qualidade não exige disponibilidade permanente.
Esse aspecto prático da trajetória é especialmente relevante para mulheres que consideram empreender: além de pensar no produto e nas vendas, é fundamental organizar a rotina de trabalho. Clareza na proposta e limites profissionais são parte essencial da construção do negócio.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



