Mortes no trânsito crescem 2,1% no Brasil no 1º semestre de 2026
Brasil registrou 12.156 vítimas; prevenção envolve gestão integrada e norma ISO 39001
A segurança no trânsito é uma preocupação constante para quem depende de deslocamentos diários, seja para o trabalho, para acompanhar a família ou para outras atividades. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 12.156 mortes decorrentes de acidentes de trânsito, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 11.906 vítimas. Os dados são do Painel Estatístico do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme divulgado pela Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ).
Esse número representa uma média de 67 mortes por dia, evidenciando a dimensão do desafio da segurança viária no país. Além das perdas humanas, os acidentes geram impactos para empresas e organizações, como afastamentos, interrupções nas atividades e prejuízos financeiros relacionados à mobilidade de pessoas e mercadorias.
Prevenção integrada e gestão de riscos
A ABRIQ destaca que a segurança no trânsito vai além do comportamento individual ao volante. Ela envolve uma gestão integrada que considera o comportamento dos usuários, as condições dos veículos, a infraestrutura das vias, o planejamento dos deslocamentos e a gestão dos riscos associados às atividades das organizações.
Essa abordagem amplia o foco da prevenção, que deixa de tratar os acidentes como eventos isolados para identificar riscos e estabelecer medidas preventivas contínuas.
ISO 39001: uma ferramenta para a segurança viária
Para apoiar essa gestão, a ABRIQ ressalta a importância da ISO 39001, norma internacional que estabelece requisitos para sistemas de gestão de segurança viária. A norma pode ser aplicada a organizações dos setores de transporte, logística, indústria e serviços, entre outras que tenham relação direta ou indireta com o sistema viário.
A adoção da ISO 39001 contribui para que as organizações identifiquem riscos, definam objetivos e medidas preventivas e monitorem continuamente os resultados, promovendo uma cultura de prevenção.
Claudio Torelli, vice-presidente de Relações Institucionais da ABRIQ, afirma no material divulgado que “segurança viária não deve ser vista apenas como uma questão operacional. Ela envolve pessoas, processos e decisões que precisam estar integrados à gestão”.
Assim, a norma é apresentada como uma ferramenta para transformar a prevenção em uma prática contínua, sem garantir automaticamente a eliminação dos acidentes, mas promovendo a redução dos riscos e a proteção de vidas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



