IA e estoque: por que comprar barato não basta nas empresas
Fórum em São Paulo debate como inteligência artificial, estoques e pagamentos mudam decisões de compras e o uso do dinheiro nas empresas.
Comprar pelo menor preço nem sempre significa fazer o melhor negócio. Nas empresas, a conta também inclui dinheiro parado em estoque, riscos na contratação de fornecedores e dificuldades para acompanhar pagamentos. Essa conexão entre compras e saúde financeira estará no centro do Fórum de Compras & Sourcing, nos dias 6 e 7 de outubro, em São Paulo.
Para quem empreende ou trabalha com gestão, a pauta coloca uma questão prática: além de negociar descontos, é preciso entender como cada compra compromete os recursos do negócio. A programação reúne discussões sobre inteligência artificial, planejamento de estoque e pagamentos entre empresas.
Estoque também é dinheiro
Um produto disponível para venda representa também capital comprometido até que ele saia do estoque. Por isso, decidir quanto comprar envolve mais do que garantir prateleiras abastecidas: exige avaliar o custo de manter mercadorias e o risco de reduzir sua disponibilidade.
Essa relação será abordada por Laís Roupinha, Country Manager da Slimstock Brasil, em palestra marcada para 7 de outubro, às 14h40. A executiva discutirá como lotes de compra, frequência de abastecimento, previsibilidade da demanda e níveis de serviço afetam o dinheiro necessário para sustentar a operação.
O ponto central é olhar para o planejamento também pelo lado financeiro, em vez de depender apenas de parâmetros históricos para definir estoques.
IA além da organização de dados
A inteligência artificial também entra na discussão por sua capacidade de executar tarefas. A PG Consulting apresentará sua atuação com a ACUME, startup parceira que desenvolve agentes de IA para análise de gastos, estimativas de custos, negociações, acompanhamento de pedidos e controle de fornecedores.
A proposta em debate é a passagem de ferramentas que organizam informações para tecnologias que participam da execução dos processos. Isso amplia o alcance da automação nas rotinas de compras, sem tornar o preço o único critério relevante para uma decisão.
Contratar é só uma etapa
Depois de escolher um fornecedor, ainda há pagamentos, acompanhamento dos gastos e organização de responsabilidades. Beto Sirotsky, co-CEO da BPool, abordará esses desafios no dia 6, incluindo despesas de menor valor que podem ficar dispersas entre vários fornecedores.
No dia 7, Felipe Gracias, sócio da BPool, discutirá o uso de dados e tecnologia na contratação de eventos e ativações. Já Marcela Pinori, vice-presidente de Soluções Comerciais da Visa do Brasil, participará de um painel sobre desafios de compras e soluções, das 12h20 às 12h50, ampliando o debate sobre pagamentos empresariais.
Quando e onde acontece
Promovida pelo Inbrasc e pela Live University, a 23ª edição do fórum será realizada no Transamérica Expo Center. Segundo a organização, a expectativa é reunir mais de 8 mil profissionais, 200 palestrantes e oito palcos de conteúdo.
A programação também inclui Reforma Tributária, geopolítica e gestão de fornecedores. O fio condutor é entender como as decisões de compras podem proteger recursos e antecipar riscos — uma discussão que vai além de conseguir desconto.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



