Alergia infantil na primavera: sinais e cuidados essenciais
Espirros, coceira e nariz entupido indicam rinite; saiba como agir e quando buscar o pediatra
Com a chegada da primavera, é comum que crianças com predisposição a alergias respiratórias apresentem piora nos sintomas. O pólen, um dos principais desencadeantes da rinite alérgica, se dispersa com facilidade em dias secos e com vento, aumentando a exposição e o desconforto.
Para os responsáveis, observar a frequência e a combinação dos sintomas é fundamental. Espirros repetidos, coriza transparente, coceira no nariz e nos olhos, além de obstrução nasal, especialmente quando ocorrem de forma recorrente e sem febre, podem indicar um quadro alérgico, segundo a pediatra Dra. Mariana Bolonhezi.
Diferenciando alergia de resfriado
A distinção entre uma crise alérgica e um resfriado baseia-se na observação dos sintomas e sua persistência. A avaliação médica é essencial para confirmar a causa e definir o tratamento adequado. É importante também identificar se os sintomas aparecem em determinadas épocas do ano ou após exposições específicas.
Cuidados para reduzir os gatilhos
Embora o pólen seja o destaque na primavera, outros fatores como poeira, ácaros, mofo, pelos de animais, poluição e fumaça também podem provocar ou agravar a rinite, fazendo com que os sintomas se manifestem durante todo o ano.
Algumas medidas simples podem ajudar a minimizar a exposição:
- Manter a casa limpa e arejada, evitando o acúmulo de poeira.
- Reduzir a presença de tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia no quarto.
- Utilizar pano úmido na limpeza para não levantar poeira.
- Atentar para a limpeza dos filtros dos aparelhos de ar-condicionado, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Em dias de vento forte, manter as janelas fechadas pode diminuir a entrada de pólen. A lavagem nasal com solução salina, sempre sob orientação médica, também pode ser uma aliada nos cuidados.
Desconforto ocular na primavera
Além dos sintomas nas vias respiratórias, a primavera pode causar irritação ocular em crianças sensibilizadas, manifestando-se por coceira, vermelhidão, lacrimejamento e sensação de irritação, associados à conjuntivite alérgica. É importante evitar que a criança esfregue os olhos para não agravar a irritação. Casos frequentes ou intensos devem ser avaliados por um médico.
Quando buscar o pediatra
Sintomas persistentes ou recorrentes como obstrução nasal, coriza, crises de espirros, tosse, respiração pela boca e alterações no sono indicam a necessidade de avaliação médica. A consulta ajuda a confirmar a alergia, identificar os gatilhos e estabelecer uma estratégia de controle personalizada.
Dra. Mariana Bolonhezi destaca que não se deve normalizar sintomas como nariz entupido constante, respiração pela boca, espirros frequentes ou sono prejudicado, pois a rinite pode impactar negativamente a qualidade de vida e o desempenho escolar da criança.
O tratamento é individualizado e pode incluir controle ambiental, higiene nasal e medicamentos, sempre sob orientação médica. A automedicação não é recomendada, especialmente em crianças.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



