Nação Ubuntu estreia no Festival do Rio com histórias de refugiados congoleses
Documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle mostra projeto educacional no campo de Dzaleka, Malaui
O documentário Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados traz à tona a história de quatro jovens refugiados congoleses que, apesar das adversidades, promovem transformação social no campo de refugiados de Dzaleka, no Malaui. A obra, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle e produzida por Iafa Britz, faz sua estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio, no dia 5 de outubro de 2026, às 18h45, no Centro Cultural FGV.
O filme acompanha Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien, que, com o apoio da ONG brasileira Fraternidade Sem Fronteiras, desenvolveram um projeto educacional chamado “Nação Ubuntu”. Além de mostrar as condições precárias do campo, onde os refugiados enfrentam restrições para sair, exercer profissões, falta de documentação e hostilidade local, o documentário destaca o protagonismo desses jovens na busca por cidadania e acolhimento.
Projeto educacional e missão humanitária
O projeto que dá nome ao filme foi criado pelos quatro congoleses em parceria com a brasileira Clarissa Paz, que deixou o Brasil para se dedicar à missão humanitária no Malaui. A participação dela reforça a dimensão feminina na iniciativa de acolhimento e transformação social no campo.
O documentário também aborda a crise humanitária em diversos países africanos, com ênfase na República Democrática do Congo, que enfrenta uma guerra civil pouco noticiada internacionalmente. Nesse cenário, os protagonistas são apresentados não apenas como vítimas do deslocamento, mas como agentes ativos de mudança em sua comunidade.
Produção e desafios das filmagens
A produção teve início a partir do contato da produtora Iafa Britz com a Fraternidade Sem Fronteiras, em visitas a Moçambique em 2015 e ao Malaui em 2019, quando convidou Fontenelle para conhecer o projeto. Em março de 2020, a equipe passou dez dias no campo de Dzaleka para as primeiras filmagens, que foram interrompidas pela pandemia de COVID-19 e retomadas cinco anos depois com uma equipe mais estruturada.
Profissionais locais foram treinados e integrados à equipe em ambas as etapas. O filme conta ainda com a consultoria do escritor Renato Noguera, especialista na causa negra e na história da África.
Exibições no Festival do Rio e estreia nacional
- 5 de outubro de 2026, às 18h45: estreia mundial no Centro Cultural FGV.
- 6 de outubro, às 18h: sessão aberta ao público no CineCarioca José Wilker 1.
- 6 de outubro, às 19h: sessão aberta ao público na Estação Claro Rio 5, seguida de debate com o diretor Paulo Henrique Fontenelle e o escritor Renato Noguera.
A estreia nacional do documentário está prevista para 12 de novembro de 2026.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



