Senado no RS: debate destaca saúde, formação médica e SUS

Oito candidatos ao Senado pelo RS discutem prova para médicos, financiamento do SUS e planos de saúde em encontro na AMRIGS

Na terça-feira, 29 de setembro, oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul debateram temas centrais da saúde pública em encontro realizado no Teatro da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), em Porto Alegre. O evento, promovido pela AMRIGS em parceria com a Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo, reservou um dos quatro blocos para discutir especificamente a saúde, com foco em propostas para o setor.

Prova de proficiência para formados em Medicina

O destaque do bloco foi o Projeto de Lei nº 2.294/2024, que propõe a criação da Profimed, uma prova de proficiência obrigatória para egressos dos cursos de Medicina. Cada candidato teve dois minutos para responder à mesma pergunta formulada pela AMRIGS, por meio do presidente da entidade, Dr. Gerson Junqueira Jr., sobre a avaliação e quem deveria ser responsável por sua formulação e aplicação.

Frederico Antunes (PSD) e Paulo Pimenta (PT) defenderam que a avaliação seja realizada em conjunto pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ubiratan Sanderson (PL) apoiou a proposta e atribuiu ao CFM o papel principal na supervisão do processo, destacando a experiência da AMRIGS na avaliação para Residência Médica.

Renato Jaguarão (Cidadania) ressaltou a necessidade de avaliar os formados para garantir a qualidade do atendimento, criticando a possibilidade de formação médica online. Germano Rigotto (MDB) também se declarou favorável à prova e criticou a abertura de cursos de Medicina sem infraestrutura adequada, como hospitais-escola para prática dos estudantes. Marcel Van H defendeu que o CFM tenha papel prevalente, em conjunto com o MEC, respeitando princípios de especialidade e subsidiariedade.

Milton Cardoso (PSDB) destacou problemas estruturais nos cursos, atrasos no pagamento de médicos e dificuldades para atrair profissionais para o serviço público. Manuela d’Ávila (PSOL) afirmou que seu gabinete estará aberto para discutir a proposta e apresentou compromissos adicionais para a saúde, como investimentos no SUS e estímulo à vacinação.

Filas no SUS e financiamento hospitalar

Manuela defendeu investimentos públicos no Sistema Único de Saúde, políticas baseadas na ciência e o cumprimento do investimento constitucional de 12% no setor pelo Rio Grande do Sul, além da garantia de recursos federais. Ela também destacou a importância de fortalecer hospitais filantrópicos, que prestam grande parte da assistência, e garantir remuneração adequada pela tabela SUS.

Paulo Pimenta propôs ampliar a capacidade de atendimento do SUS para reduzir filas por consultas e procedimentos. Frederico Antunes relacionou a qualificação profissional ao uso de novas tecnologias e à ampliação da assistência à população. Marcel Van H mencionou a necessidade de acesso à rede privada quando a pública não conseguir atender, além de avanços em telessaúde e interoperabilidade dos sistemas. Milton Cardoso chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por quem depende do atendimento público.

Planos de saúde e proteção aos idosos

Paulo Pimenta anunciou a intenção de apresentar projeto para regulamentar a cobrança dos planos de saúde, com foco especial na proteção dos idosos, para garantir cobertura adequada a quem contribuiu durante a vida.

O debate reuniu propostas sobre formação médica, acesso e financiamento da saúde pública, destacando que a prova para novos médicos ainda é um projeto em tramitação, não uma exigência vigente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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