Sarampo na gravidez: vacinação da família é essencial para proteção

Tríplice viral é contraindicada na gestação; prevenção depende da imunização de quem convive com a gestante

A proteção contra o sarampo na gravidez depende não apenas da gestante, mas também das pessoas ao seu redor. Como a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, é contraindicada durante a gestação por conter vírus vivos atenuados, é fundamental que familiares, parceiros, filhos e cuidadores mantenham a vacinação em dia para reduzir o risco de transmissão.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode causar febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. Durante a gravidez, a infecção exige atenção especial, pois está associada a complicações como abortamento, parto prematuro, baixo peso ao nascer e morte fetal.

Riscos do sarampo na gestação

A ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira destaca que “o sarampo durante a gestação deve ser encarado com bastante atenção. A preocupação não está apenas nos sintomas da doença, mas principalmente nas possíveis complicações para a gestante e nos impactos que uma infecção com febre alta ou comprometimento respiratório pode trazer para a gestação”.

Diferentemente da rubéola, o sarampo não está associado a uma síndrome congênita característica com malformações específicas no bebê. Contudo, em casos menos frequentes, o vírus pode ser transmitido ao feto, resultando em sarampo congênito, que pode evoluir com complicações neurológicas e até morte do recém-nascido. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para avaliar a gestante e o bebê e orientar os cuidados necessários.

Vacinação antes e depois da gravidez

No Brasil, a vacina tríplice viral é a principal proteção contra o sarampo, mas é contraindicada durante a gestação. Mulheres que não estão imunizadas devem conversar com seu médico sobre a vacinação antes de engravidar ou após o parto.

Durante a gravidez, a prevenção inclui evitar contato com pessoas com suspeita ou diagnóstico de sarampo. Quem convive com a gestante deve verificar a própria situação vacinal e manter a caderneta atualizada conforme as recomendações dos serviços de saúde, contribuindo para reduzir a circulação do vírus e o risco de transmissão.

O que fazer após contato com o vírus

Se a gestante teve contato com alguém com sintomas compatíveis ou diagnóstico confirmado de sarampo, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde ou seu obstetra, mesmo que ainda não apresente sintomas.

Dra. Elis orienta: “O contato com uma pessoa infectada precisa ser comunicado imediatamente ao médico. Existe uma janela de tempo para avaliar medidas de prevenção após a exposição e, no caso da gestante, essa avaliação é ainda mais importante porque ela não pode receber a vacina”.

Em algumas situações, especialmente para gestantes sem evidência de imunidade ao sarampo, pode ser indicada a administração de imunoglobulina humana em até seis dias após a exposição. A necessidade dessa medida deve ser avaliada individualmente pelo médico responsável.

Reconhecendo os sinais da doença

Os sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. Caso a gestante apresente esses sinais, principalmente após contato com uma pessoa infectada, é fundamental buscar orientação médica sem esperar agravamento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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