Produtos de limpeza devem crescer 3,9% em 2026

Anuário da ABIPLA aponta avanço da produção, consumo aparente de R$ 36,7 bilhões e preços abaixo da inflação em 2025

A indústria brasileira de produtos de limpeza deve encerrar 2026 com um crescimento de 3,9% na produção física, conforme o cenário-base do Anuário ABIPLA 2026. Esse avanço sucede uma leve queda de 0,2% registrada em 2025. Nos primeiros cinco meses de 2026, a produção já acumulava alta de 3,5%.

Para os consumidores, uma notícia positiva: em 2025, os preços dos artigos de limpeza subiram 3,19%, abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA, que avançou 4,26% no mesmo período.

Preços e pressão de custos

O estudo, elaborado pelo FGV IBRE para a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (ABIPLA), revela que, considerando 2019 como base 100 e descontando a inflação geral, o índice de preços dos produtos de limpeza ficou em 99,2 em 2025, ou seja, 0,8% abaixo do início da série.

Esse resultado ocorreu mesmo após aumentos significativos nos custos da indústria. Em 2021, os insumos químicos domésticos subiram 50,6%, enquanto os importados avançaram 39,8%. Em 2025, as resinas plásticas tiveram alta de 10,2% e os químicos inorgânicos, de 5,3%.

As projeções para 2026 variam conforme o comportamento do varejo, da inflação e do câmbio. Além do cenário-base de 3,9%, o anuário considera uma faixa entre 2%, no cenário pessimista, e 4,9%, no otimista.

O tamanho do setor

O consumo aparente de produtos de limpeza atingiu R$ 36,7 bilhões em 2025, cálculo que considera o valor produzido no país, soma as importações e desconta as exportações.

Em 2024, a receita líquida de vendas da indústria alcançou R$ 39,3 bilhões. A fabricação de sabões e detergentes respondeu por R$ 30,2 bilhões; os produtos de limpeza e polimento, por R$ 8,3 bilhões; e os desinfestantes domissanitários, por cerca de R$ 900 milhões.

Empregos e comércio exterior

O setor registrou 57.062 vínculos formais em dezembro de 2025, segundo dados da RAIS. A remuneração média foi de R$ 3.731. Do total, 62% dos vínculos eram ocupados por profissionais com ensino médio, enquanto 17,9% tinham ensino superior completo ou mais.

O anuário informa ainda que a remuneração média de trabalhadores com curso superior completo é 2,9 vezes maior. A entidade ressalta, porém, que os números de emprego não devem ser comparados aos da edição anterior, devido à mudança de recorte e metodologia.

No comércio exterior, o setor movimentou US$ 406 milhões em 2025. As exportações somaram US$ 157,3 milhões, com a América do Sul concentrando 62% das vendas brasileiras ao exterior.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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