Lençóis Maranhenses: turismo sustentável gera renda local
Documentário mostra como travessias em pequenos grupos mantêm 80% da receita no destino e fortalecem comunidades tradicionais
Com a crescente popularidade dos Lençóis Maranhenses, uma iniciativa de turismo sustentável busca mostrar que a experiência no parque pode ir além dos tradicionais passeios rápidos às lagoas. O curta-documentário lançado pelo PlanetaEXO acompanha travessias a pé, hospedagens em casas de famílias tradicionais e a circulação direta de renda entre os moradores da região.
Em 2025, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses recebeu 656.388 visitantes, um aumento de 41% em relação ao ano anterior, conforme dados do ICMBio. Enquanto a maior parte do fluxo turístico concentra-se em visitas de poucas horas, o roteiro retratado no documentário aposta em grupos pequenos e pernoites nas comunidades locais, promovendo um turismo de baixo impacto.
Renda que permanece no destino
Nas duas últimas temporadas, as operações apresentadas no filme receberam 583 viajantes em roteiros que duram de dois a cinco dias. O faturamento bruto alcançou aproximadamente R$ 1,79 milhão, dos quais 80% permaneceram no próprio destino, totalizando mais de R$ 1,4 milhão.
Esse montante foi destinado diretamente a guias, motoristas e famílias anfitriãs responsáveis pela hospedagem e alimentação dos visitantes, eliminando intermediários e garantindo que a atividade turística beneficie diretamente as comunidades que vivem no parque e em seu entorno.
“A gente fica com a menor parte de propósito”, explica Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO e diretor do curta. Segundo ele, o turismo comunitário depende de manter a maior parte da receita com as pessoas que recebem, cozinham e acompanham os viajantes.
Da pesca à hospitalidade
O documentário destaca a história de Seu Moacir e Dona Dete, moradores do oásis de Baixa Grande, que passaram da pesca de subsistência para a hospitalidade turística. Moacir relata: “Vinte anos na pesca. A gente pegava o peixe para vender e não dava nada, né? O turismo dá um pouco mais”.
Dona Dete reforça a transformação: “Tudo era muito difícil. Aí veio o turismo hoje e melhorou, graças a Deus, porque aqui era menor, né? As casinhas eram poucas. Agora melhorou. Tem como eu receber mais gente”. Essa experiência ilustra como a hospedagem pode complementar a renda de comunidades afastadas das estradas e dos principais pontos de acesso.
Experiência autêntica e longe das multidões
Além do impacto econômico, a travessia oferece uma forma mais imersiva de conhecer os Lençóis Maranhenses. Viajantes estrangeiros destacados no documentário valorizam a preferência por grupos menores e o contato direto com as famílias anfitriãs.
O curta tem duração de 5 minutos e 27 segundos, com direção de Lucas Ribeiro e fotografia de Isadora Sá e Marcelo Bonifácio. A produção apresenta o turismo de baixo impacto como uma alternativa para descentralizar a renda e valorizar as populações tradicionais, evitando que o destino se torne apenas um cenário para visitas rápidas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



