Educação básica: criatividade prepara meninas para o futuro

Levantamento com 80 mil estudantes aponta desafios na criatividade; educação básica pode ampliar a autonomia e as perspectivas das meninas.

Preparar uma menina para o futuro não começa na escolha da faculdade ou do primeiro emprego. Começa também nas oportunidades de perguntar, experimentar e encontrar soluções na escola. Um levantamento da Arco Educação em parceria com a Beyond Education ajuda a dimensionar esse desafio: apenas 13% dos estudantes avaliados chegaram aos níveis mais altos em criatividade.

A pesquisa reuniu 80 mil alunos de 878 escolas privadas brasileiras. Nesse grupo, 49% ficaram no nível iniciante ou abaixo em criatividade, enquanto 30% alcançaram os níveis avançado ou expert em pensamento crítico. Os resultados se referem aos participantes avaliados, não a todos os estudantes do país.

Aprender além do conteúdo

Em artigo, Sonia de Almeida, diretora executiva da Afesu, defende que a educação básica tem um papel central no desenvolvimento de competências que acompanham crianças e adolescentes ao longo da vida. Resolver problemas, trabalhar em equipe, comunicar ideias e pensar criticamente estão entre elas.

Nessa perspectiva, aprender não se resume a acertar uma resposta. Considerar outros pontos de vista e buscar caminhos diferentes para uma atividade também fazem parte da formação. O professor, argumenta Sonia, contribui para esse processo ao abrir espaço para perguntas, experimentação e argumentação.

Para mães e responsáveis, esse olhar oferece uma maneira de compreender a experiência escolar para além do conteúdo: quais oportunidades a criança encontra para desenvolver autonomia, curiosidade e confiança diante de um desafio?

Criatividade e futuro profissional

A conexão com o trabalho aparece antes mesmo da definição de uma carreira. No texto, Sonia relaciona as mudanças provocadas pela inteligência artificial e por outras tecnologias à necessidade de aprender continuamente e se adaptar a novos contextos.

Conhecimentos técnicos seguem importantes, mas, na avaliação da autora, precisam caminhar ao lado da criatividade, da colaboração, do pensamento crítico e da capacidade de resolver problemas. A proposta é trabalhar essas habilidades de forma intencional desde os primeiros anos de formação.

Mais possibilidades para meninas

Para jovens em situação de vulnerabilidade social, Sonia destaca a importância de uma educação de qualidade e de experiências que ampliem horizontes. Segundo ela, encontrar espaços para reconhecer as próprias capacidades pode ajudar meninas e jovens a visualizar possibilidades para o futuro.

A Afesu, organização sem fins lucrativos fundada em 1963, atua na inclusão social de meninas e mulheres pela educação. Oferece formação integral, apoio escolar, qualificação profissional e desenvolvimento socioemocional, com cursos gratuitos para beneficiárias de 7 a 25 anos.

O ponto central do artigo é valorizar a educação básica e os educadores: antes de decidir uma profissão, meninas precisam de oportunidades para descobrir habilidades e construir escolhas com autonomia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 16 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar