Trigo paulista cresce em qualidade, mas clima afeta safra

Produção avança, mas perdas climáticas elevam demanda por importações

O trigo produzido no estado de São Paulo tem mostrado avanços históricos em qualidade e volume, mas a safra de 2024 enfrenta desafios significativos devido às condições climáticas adversas registradas em setembro. Essa situação foi um dos principais temas do 11º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, realizado em 24 de outubro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Durante o evento, representantes do setor produtivo, da indústria e do governo discutiram os impactos das perdas climáticas na produção local e as perspectivas para o abastecimento nacional. O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), Max Piermartiri, destacou a necessidade de considerar os múltiplos fatores que influenciam a cadeia, incluindo o clima, o cenário econômico e as eleições de 2026.

Perdas climáticas e aumento da demanda por importações

Segundo Daniel Kümmel, presidente da Associação Brasileira do Trigo (Abitrigo), a demanda brasileira por trigo pode superar as estimativas iniciais de 7,5 milhões de toneladas, chegando a cerca de 9 milhões de toneladas. Esse aumento decorre das perdas provocadas pelo clima na safra nacional, cuja produção está estimada em 5,7 milhões de toneladas, além da parcela já comprometida dessa produção.

Com isso, o Brasil deverá recorrer a um volume maior de importações do que o previsto inicialmente. Para o estado de São Paulo, que possui um grande mercado consumidor e depende tanto da produção local quanto de fornecedores externos, essa realidade é especialmente relevante. Argentina e Paraguai permanecem como os principais parceiros no fornecimento do cereal.

Qualidade do trigo paulista em evidência

Apesar dos desafios climáticos, o desempenho do trigo paulista foi destacado como um ponto positivo no encontro. Ruy Zanardi, presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, ressaltou que o estado tem capacidade para produzir até 800 mil toneladas e que, no ano anterior, o trigo paulista foi reconhecido como o melhor do hemisfério Sul, superando a qualidade de grãos produzidos na Argentina, Uruguai, Paraguai e outros estados brasileiros.

Max Piermartiri também enfatizou a combinação entre o avanço histórico da safra e os desafios impostos pelo clima recente, ressaltando a importância de se preparar para as condições futuras.

Contexto econômico e político

O encontro também abordou temas como a reforma tributária, o cenário econômico para 2027, as eleições de 2026 e o impacto do câmbio e da política econômica global, incluindo a guerra no Oriente Médio, sobre o abastecimento internacional de trigo. Essas variáveis são consideradas fundamentais para o planejamento do setor nos próximos anos.

Em resumo, o setor do trigo em São Paulo enfrenta um momento de avanços e desafios, com a necessidade de equilibrar a produção local de alta qualidade e volume com as perdas climáticas que elevam a dependência das importações para garantir o abastecimento do mercado brasileiro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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