Saúde do coração: prevenção começa antes dos sintomas
No Dia do Coração, cardiologista destaca hábitos e exames essenciais para reduzir riscos cardiovasculares
Sentir-se bem não significa estar livre de riscos cardiovasculares. Pressão alta, alterações no colesterol e diabetes podem evoluir silenciosamente, enquanto hábitos mantidos ao longo dos anos influenciam diretamente a saúde do coração. No Dia do Coração, celebrado em 29 de setembro, a cardiologista Tatiane Emerich, médica e professora da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Vitória, reforça que a prevenção não deve esperar o aparecimento de sintomas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos anualmente. Entre os fatores que aumentam esse risco estão predisposição genética, sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, consumo prejudicial de álcool, pressão alta, colesterol elevado e diabetes.
O que acompanhar
A avaliação preventiva deve considerar a idade, o histórico familiar, os hábitos de vida e as condições de saúde individuais. Mesmo sem sintomas, manter consultas e exames em dia pode ajudar a identificar alterações precocemente.
- Pressão arterial;
- Colesterol;
- Glicemia;
- Peso e saúde metabólica;
- Histórico familiar e fatores de risco pessoais.
De acordo com Tatiane Emerich, doenças cardiovasculares podem se desenvolver durante anos sem sinais claros. A aterosclerose, por exemplo, está relacionada a grande parte dos infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
“Cuidar do coração não deve ser encarado como uma tarefa que começa aos 50 ou 60 anos. As doenças cardiovasculares que se manifestam nessa fase geralmente são resultado de processos silenciosos que se desenvolvem ao longo de muitos anos. Por isso, a prevenção é uma construção para a vida inteira”, afirma a cardiologista.
Hábitos possíveis
Na rotina, a recomendação é priorizar mudanças que possam ser mantidas no longo prazo, em vez de adotar medidas radicais por pouco tempo. Praticar atividade física regularmente, não fumar, buscar uma alimentação equilibrada, dormir adequadamente e cuidar da saúde metabólica são atitudes associadas à proteção cardiovascular.
“Em prevenção cardiovascular, consistência é muito mais importante do que perfeição. O coração se beneficia daquilo que conseguimos sustentar”, explica Tatiane. A especialista também destaca que sono, estresse, rins, cérebro e metabolismo fazem parte de uma visão integrada da saúde cardiovascular.
Quando buscar ajuda
Sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações recorrentes, tontura, desmaios ou redução inexplicada da tolerância aos esforços devem ser avaliados por um profissional de saúde. A atenção deve ser maior em casos de hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Dependendo do perfil de risco, mudanças no estilo de vida podem ser associadas ao tratamento medicamentoso. A orientação médica individualizada é essencial para definir a melhor conduta e evitar que o cuidado só comece após o surgimento de um problema.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



