Mamografias crescem entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caem entre as de 50 a 69, aponta FIDI

Levantamento revela aumento do exame em mulheres mais jovens e queda na faixa etária seguinte, destacando a importância do acompanhamento contínuo

Um levantamento realizado pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI) revelou mudanças significativas no perfil das mulheres que realizam mamografias no Brasil. Comparando os períodos de janeiro a julho de 2024 e 2026, o estudo apontou um aumento de 28,1% na realização do exame entre mulheres de 40 a 49 anos, enquanto houve uma queda superior a 20% entre aquelas de 50 a 69 anos.

Esse cenário chama atenção, pois o acompanhamento da saúde das mamas deve ser contínuo e não interrompido após o início dos exames. De forma geral, a FIDI registrou uma redução de aproximadamente 11% no volume total de mamografias no mesmo intervalo.

Ampliação do acesso e orientações para rastreamento

O crescimento nas mamografias entre mulheres mais jovens ocorre em um contexto de ampliação do acesso ao exame. Desde 2025, o Ministério da Saúde passou a garantir, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso à mamografia para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, mediante decisão compartilhada com o médico.

Para o rastreamento mamográfico populacional, a recomendação é realizar o exame a cada dois anos entre 50 e 74 anos, faixa etária em que há evidências consolidadas de redução da mortalidade por câncer de mama. No entanto, o levantamento da FIDI indica uma redução na realização do exame justamente entre mulheres de 50 a 69 anos.

Segundo a médica radiologista especialista em mama da FIDI, Vivian Milani, “a mamografia segue sendo um pilar indispensável da saúde da mulher por ser um exame capaz de identificar alterações em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas”.

Aumento das mamografias diagnósticas

O estudo também destacou um aumento nas mamografias diagnósticas, que são indicadas para investigar alterações percebidas pela paciente, identificadas pelo médico ou observadas em exames anteriores. Entre janeiro e julho de 2026, o volume desse tipo de exame superou em 5,1% o total registrado durante todo o ano de 2025.

Apesar desse crescimento, as mamografias de rastreamento ainda representam 97,2% dos exames analisados. O aumento nas mamografias diagnósticas não indica necessariamente um aumento nos casos de câncer, mas sim um maior número de investigações de alterações específicas.

Sinais que exigem atenção imediata

Independentemente do calendário de exames, alguns sinais devem ser avaliados por um profissional de saúde, como nódulo endurecido, secreção com sangue pelo mamilo, retração da pele, mudança no formato da mama ou inflamação persistente. Nesses casos, a investigação diagnóstica não deve aguardar a próxima mamografia de rotina.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026 projeta cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A especialista da FIDI destaca que informação e regularidade no acompanhamento são fundamentais para reduzir atrasos no diagnóstico e ampliar as possibilidades de tratamento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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