CEO da RT-One destaca desafios e avanços da IA no Brasil em evento na Riviera Maya

Fernando Palamone debateu infraestrutura, sustentabilidade e políticas para atrair investimentos em data centers

A inteligência artificial (IA) no Brasil enfrenta desafios que vão além do desenvolvimento de softwares, envolvendo infraestrutura energética, sustentabilidade e políticas públicas. Esses temas foram abordados por Fernando Palamone, CEO da RT-One, durante um evento que reuniu mais de mil líderes do setor de data centers na Riviera Maya, no México.

Em um painel no palco principal, Palamone discutiu as evoluções necessárias na infraestrutura digital da América Latina, com foco especial no Brasil, para ampliar a competitividade na atração de projetos ligados à inteligência artificial.

AI Factories: o futuro da infraestrutura para IA

Palamone destacou a importância das AI Factories, instalações projetadas especificamente para suportar aplicações de inteligência artificial e cargas de trabalho de alto desempenho. Embora compartilhem características com data centers tradicionais, essas estruturas demandam uma abordagem mais avançada e integrada para otimizar o uso de recursos como energia, água, capacidade computacional e controle das emissões de carbono.

O CEO ressaltou que o Brasil possui uma vantagem significativa devido à menor intensidade de carbono de sua matriz elétrica em comparação a países como os Estados Unidos. “Quando combinamos uma matriz energética de menor intensidade de carbono com uma operação baseada em energia renovável e uma infraestrutura projetada para alta eficiência, o potencial de redução das emissões se torna ainda mais relevante”, afirmou Palamone.

Desafios e oportunidades para o Brasil

Durante o painel, também foi abordado o Redata, um novo regime especial de tributação para data centers aprovado pelo Governo Federal. Palamone avaliou que essa iniciativa pode contribuir para a captação de investimentos e tornar o ambiente brasileiro mais atrativo para o setor.

No entanto, o executivo apontou que o Brasil ainda enfrenta obstáculos em relação a países vizinhos como Chile, Paraguai e Colômbia, que apresentam políticas de captação mais estruturadas e maior previsibilidade para investidores. “A diferença entre as condições oferecidas pelo Brasil e aquelas encontradas em outros mercados era muito significativa, chegando a inviabilizar determinados investimentos no país. Embora o cenário brasileiro esteja apresentando sinais de evolução, ainda existem riscos estruturais importantes relacionados ao desenvolvimento e à implantação de grandes projetos de infraestrutura digital”, explicou.

O painel contou ainda com a participação de Vanessa Varela, gerente de vendas da GE Vernova do México; José Mendieta, diretor executivo da Elea Data Centers do Brasil; e Hugo Valle Herrera, diretor de construção da Microsoft na América Latina. Palamone também destacou investimentos relevantes no Chile, avanços na Colômbia e no México, além do compromisso do Paraguai em criar o maior hub de data centers do continente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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