Tecnologia revoluciona segurança na indústria de energia na ROG.e 2026
Evento destacou soluções digitais como Connected Worker e EPI Digital para operações complexas
A tecnologia tem assumido um papel estratégico nas grandes operações industriais, especialmente na indústria de energia, petróleo e gás. Esse foi um dos principais temas da ROG.e 2026, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), realizado entre 21 e 24 de setembro no Riocentro, no Rio de Janeiro.
O encontro reuniu feira, congresso técnico e debates sobre os rumos do setor. Dos 1.208 trabalhos submetidos ao congresso, 250 estavam relacionados ao eixo de Transformação Digital e Inovação, o segundo maior volume entre as seis áreas temáticas da programação, evidenciando a importância crescente da tecnologia no setor.
Transformação digital em foco
O crescimento da produção brasileira, que atingiu 5,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia em junho de 2026, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reforça a necessidade de soluções que aumentem a eficiência e a segurança das operações.
Em operações dessa escala, monitorar em tempo real pessoas, equipamentos e processos é fundamental para identificar riscos e apoiar decisões rápidas e precisas. A Trackfy | Wakecap, participante da ROG.e 2026, apresentou tecnologias que conectam o trabalho de campo à gestão operacional.
“A tecnologia está deixando de ser uma camada adicional da operação para assumir um papel cada vez mais estratégico. Inteligência artificial, automação, conectividade e análise de dados já ajudam a antecipar problemas, reduzir ineficiências e dar mais precisão às decisões.”
Essa declaração é de Tullio Cerviño, CEO Latam e vice-presidente global de Operações Industriais da Trackfy | Wakecap.
Soluções apresentadas
Entre as tecnologias exibidas no espaço do IBP estavam:
- Connected Worker: conecta o trabalhador à infraestrutura digital da operação;
- EPI Digital: incorpora conectividade e geração de dados aos equipamentos de proteção individual;
- Câmeras com inteligência artificial: auxiliam no monitoramento das operações;
- Monitoramento em tempo real: transforma dados do campo em informações para decisões de segurança e produtividade.
Projetos desenvolvidos com essas soluções já contribuíram para reduzir em até 30% o tempo de evacuação em operações e geraram economias significativas, como R$ 1,3 milhão em um contrato de R$ 38 milhões. Em alguns casos, o retorno sobre o investimento chegou a 9,3 vezes.
Capacitação em inteligência artificial
O IBP também ampliou o debate sobre inteligência artificial ao criar, em parceria com a CESAR School, uma formação específica para profissionais do setor. O curso visa preparar os participantes para identificar aplicações da IA, avaliar seus limites e conectar a tecnologia a desafios reais da operação.
Segundo Cerviño, “quanto mais complexa é uma operação, mais importante é ter informação sobre o que acontece com pessoas, equipamentos e processos”. A tendência é que a indústria se torne cada vez mais orientada por dados, com a tecnologia integrada à rotina de trabalho e à gestão.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



