El Niño eleva desafios para transporte de medicamentos termolábeis

Chuvas intensas e falhas na refrigeração ameaçam a integridade de vacinas e insulinas

O fenômeno El Niño, previsto para se intensificar nos próximos meses, representa um desafio significativo para o transporte de medicamentos termolábeis, que exigem controle rigoroso de temperatura para manter sua eficácia. Vacinas, insulinas e medicamentos biológicos precisam ser mantidos entre 2 °C e 8 °C durante todo o processo logístico.

Segundo análises meteorológicas divulgadas pelo Grupo Polar, setembro marca a transição do período seco do inverno para a primavera, com previsão de pancadas de chuva já nos primeiros dez dias do mês, inclusive em regiões que normalmente enfrentam estiagem nessa época. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, nas porções central e leste, pode atingir níveis históricos, tornando o El Niño possivelmente o mais intenso desde 1950, com ápice esperado entre a primavera e o início do verão de 2026/2027.

Impactos na cadeia fria

O aumento das temperaturas externas eleva a carga sobre os equipamentos de refrigeração, como câmaras frias e veículos refrigerados, que precisam manter a faixa recomendada para os medicamentos. Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, destaca que isso exige maior capacidade dos equipamentos e aumenta o consumo de energia, além do risco de falhas que podem comprometer o armazenamento.

Além disso, eventos climáticos extremos como chuvas intensas, enchentes, deslizamentos e interrupções em rodovias e aeroportos podem atrasar as entregas, prolongar o tempo de transporte e aumentar a possibilidade de desvios de temperatura, colocando em risco a integridade dos medicamentos.

Monitoramento e planejamento logístico

Para mitigar esses riscos, o monitoramento em tempo real da temperatura durante o transporte é fundamental. Sensores, alarmes e sistemas de rastreabilidade permitem identificar rapidamente qualquer desvio e possibilitam respostas ágeis para preservar a qualidade dos produtos.

O planejamento logístico também ganha importância diante da maior imprevisibilidade climática. O mapeamento de rotas críticas, a definição de caminhos alternativos e a utilização de embalagens térmicas qualificadas para manter a temperatura por períodos prolongados são estratégias essenciais para evitar o rompimento da cadeia fria.

Segundo o Grupo Polar, preparar a logística farmacêutica para operar em condições climáticas desafiadoras é uma forma de proteger a qualidade dos medicamentos e, principalmente, a segurança dos pacientes. Medicamentos que perdem sua eficácia devido a falhas no transporte podem comprometer o tratamento e a saúde dos usuários.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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