Gastos com pets: como economizar sem cortar cuidados
Ração, saúde e lazer pesam no orçamento; veja como organizar as despesas do pet e criar uma reserva para imprevistos veterinários.
Ter um animal de estimação exige planejamento financeiro cuidadoso. De acordo com dados da CVA Solutions, os brasileiros destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos cuidados com seus pets. O gasto médio mensal é de R$ 690 para cães e R$ 574 para gatos, evidenciando a importância econômica desse segmento.
Outro levantamento, realizado pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, revela que 48% dos tutores destinam cerca de 5% da renda mensal para os cuidados dos animais, enquanto 31% investem entre 6% e 10%. Além disso, 52% dos tutores já priorizaram despesas com seus pets em detrimento de necessidades pessoais, demonstrando o comprometimento com o bem-estar dos animais.
Esses números refletem uma realidade comum: o cuidado com os pets é prioridade, mas pode pesar no orçamento familiar. A solução não está em cortar o essencial, mas em entender e organizar os gastos.
Organize os gastos do seu pet
Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, destaca que o primeiro passo é tratar as despesas do pet como contas domésticas. “Ao visualizar onde o dinheiro está indo, é possível identificar oportunidades de economia sem prejudicar o bem-estar do animal”, explica.
Uma forma prática de organizar os custos é dividi-los em três categorias:
- Despesas fixas: ração de qualidade e produtos preventivos, como antipulgas;
- Saúde: vacinas, vermífugos, consultas e emergências veterinárias;
- Estilo de vida: brinquedos, roupas e petiscos.
Enquanto os gastos fixos e de saúde são prioritários e devem ser mantidos, a categoria de estilo de vida permite avaliar o que pode ser reduzido ou substituído por opções mais econômicas.
Planeje uma reserva para imprevistos
Emergências veterinárias representam um dos maiores riscos para o orçamento familiar. Por isso, guardar uma quantia mensal, mesmo que pequena, pode transformar uma despesa inesperada em um problema mais administrável.
Thaíne Clemente recomenda criar uma reserva específica para o pet, incluindo no planejamento custos recorrentes como vacinas e cuidados preventivos. Ela também menciona a existência de produtos financeiros voltados para emergências veterinárias, mas alerta para a necessidade de avaliar cuidadosamente juros, prazos e impacto no orçamento antes de contratar qualquer serviço.
Dicas para economizar sem comprometer o cuidado
Para reduzir gastos, é possível pesquisar rações de boa qualidade com preços mais acessíveis, aproveitar promoções e comprar itens frequentes com planejamento. Petiscos caseiros, como cenoura cozida, e brinquedos simples são alternativas que aliviam o orçamento.
Além disso, para tutores de cães de pelagem curta, aprender a dar banho em casa pode reduzir custos fixos significativos, desde que a rotina seja adequada ao animal. O foco principal deve ser economizar nos mimos, preservando a alimentação, a prevenção e o atendimento de saúde do pet.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



