Missões Humanitárias da Inspirali levam saúde a comunidades isoladas

Estudantes e professores de Medicina atuam em expedições na Amazônia e Bahia, complementando o SUS

Comunidades isoladas da Amazônia e do interior da Bahia recebem, em setembro, atendimento médico realizado por estudantes de Medicina sob supervisão de professores e profissionais formados. A Inspirali promove três Missões Humanitárias neste mês, voltadas a regiões com pouco ou nenhum acesso regular à saúde.

O projeto, que integra o currículo das escolas médicas da Inspirali, tem como objetivo proporcionar aos alunos experiências práticas fora da sala de aula, aproximando-os da realidade das populações atendidas. Desde sua criação em 2022, a Missão Amazônia já envolveu 494 estudantes e realizou cerca de 11,8 mil atendimentos, dos quais 61% foram destinados a mulheres. As especialidades mais procuradas incluem ginecologia, psiquiatria e pediatria.

Três expedições em setembro

A 16ª edição da Missão Amazônia retornou no dia 6 de setembro, após atender mais de 700 pacientes. Participaram alunos das escolas Ages, Anhembi Morumbi, UniBH, UniFG e UniSul.

No dia 20, um novo grupo embarcou para a 3ª Missão Sertões, que ocorre em comunidades ribeirinhas de Sento Sé, na Bahia. A equipe é composta por 38 alunos, seis professores e um egresso das escolas Ages, São Judas, Anhembi Morumbi, UniBH, UNIFACS, UniFG, UniSul e UnP.

Já no dia 30, está prevista a saída de uma nova equipe para a 17ª edição da Missão Amazônia, com 33 alunos, cinco professores e um egresso, também de diversas escolas médicas da Inspirali.

Experiência além da sala de aula

O projeto teve início com uma expedição de dez dias pelo Rio Tapajós, a bordo do Barco Hospital Escola Abaré, onde cerca de 30 estudantes e professores atenderam comunidades ribeirinhas. Desde então, foram realizadas 33 Missões Humanitárias em diferentes regiões do país, incluindo o Vale do Jequitinhonha, Araguaia, Sertões, Planalto, Cerrado, São Francisco e Rio Grande do Sul, onde atuaram durante as enchentes de 2024. O projeto também realizou uma missão internacional no Benim, chamada Missão África.

As ações são realizadas em parceria com as prefeituras locais e funcionam como complemento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Cada missão reúne em média 38 alunos, acompanhados por professores, médicos e egressos.

Rodrigo Dias Nunes, diretor da Travessia Humanitária da Inspirali e um dos idealizadores do projeto, destaca que “o objetivo é fazer com que os alunos se deparem com experiências reais e percebam que são capazes de modificá-las com pequenas atitudes, como atenção e escuta ativa”. Ele acrescenta que essa vivência “os empodera e resgata a vocação genuína do ser médico para cuidar dos outros”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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