Doação de órgãos: 5 mitos que confundem as famílias
Entenda quem pode doar, como a morte encefálica é confirmada e por que conversar com a família é essencial no Brasil sobre o tema.
A doação de órgãos representa uma esperança para milhares de pacientes que aguardam um transplante, mas ainda é cercada por dúvidas e informações equivocadas que podem dificultar a decisão das famílias em momentos de perda. Em 2025, o Brasil realizou 9.938 transplantes de órgãos sólidos, com uma taxa de doadores efetivos de 20,2 por milhão de população, segundo dados do Ministério da Saúde.
O processo é organizado e monitorado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para a enfermeira e professora Leocádia Brufati Fagundes, da Afya Centro Universitário de Pato Branco, abordar o tema antes que uma família enfrente uma situação de possível doação é fundamental para reduzir inseguranças e tornar a decisão mais consciente.
Mitos sobre a doação de órgãos
Existe idade máxima para ser doador? Mito. A idade isoladamente não determina a possibilidade de doação. O principal critério é o estado de saúde e a condição dos órgãos e tecidos, avaliados pela equipe médica.
Manifestar a vontade garante a doação? Mito. No Brasil, a doação depende da autorização da família, mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo em vida. Por isso, é essencial conversar com os familiares para que eles conheçam essa decisão.
A morte encefálica pode ser revertida? Mito. A morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções do encéfalo, caracterizando legalmente a morte. Sua confirmação segue protocolos médicos rigorosos e a doação só é discutida após esse diagnóstico.
A equipe médica pode deixar de tentar salvar um paciente por ele ser doador? Mito. O atendimento e as tentativas de preservar a vida são prioritários. O processo de doação só ocorre após a constatação da morte, conforme os protocolos médicos e legais.
O que pode ser doado
Após a confirmação da morte encefálica, um potencial doador pode, dependendo da avaliação médica, doar órgãos como coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino e rins, além de tecidos como córneas, vasos, pele, ossos e tendões. Em casos de morte por parada cardiorrespiratória, pode haver possibilidade de doação de tecidos, conforme critérios específicos.
Também é possível doar órgãos em vida, como um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea, sempre com avaliação médica para garantir a segurança do doador e do receptor.
A importância da conversa
Não é necessário registrar em cartório a intenção de doar órgãos após a morte. Como a autorização cabe à família, comunicar previamente esse desejo pode facilitar a decisão em um momento emocionalmente difícil.
“A doação começa com informação e diálogo”, destaca Leocádia. Segundo a professora, manifestar essa vontade em vida traz segurança para a família e pode representar uma nova chance de vida para quem aguarda um transplante.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



