Câncer infantil: sinais de alerta que merecem atenção
Sintomas persistentes podem ser confundidos com doenças comuns; veja quando buscar avaliação pediátrica e quais tratamentos existem.
Febre persistente, cansaço fora do habitual, dor óssea e perda de peso podem parecer sinais de doenças comuns da infância. Mas, quando esses sintomas persistem, pioram ou aparecem combinados, merecem uma avaliação pediátrica mais detalhada. O alerta ganha força durante o Setembro Dourado, mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil.
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é a principal causa de morte por enfermidades entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, representando 8% do total de óbitos nessa faixa etária. Para o triênio 2026 a 2028, o instituto estima 7.560 novos casos anuais de câncer infantojuvenil no país.
Como a doença se manifesta
Os cânceres que acometem crianças e adolescentes têm características distintas dos tumores mais comuns em adultos. De acordo com a Dra. Yara Andrea Reina, pediatra oncológica do Serviço de Oncologia Pediátrica da Oncologia D’Or, a maioria dos casos está relacionada a alterações genéticas que ocorrem durante o desenvolvimento, muitas vezes de forma esporádica e sem causa conhecida.
Entre os tipos mais frequentes na infância estão as leucemias, especialmente a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), os tumores do sistema nervoso central, os linfomas e alguns tumores sólidos, como os abdominais.
“Outro ponto importante é que as células das crianças apresentam uma velocidade de multiplicação maior, o que pode fazer com que alguns tumores tenham evolução rápida. Por isso, estar atento à persistência e à combinação de sintomas é fundamental para que a investigação aconteça o quanto antes”, explica Yara.
Sinais de alerta
Os sintomas isolados não indicam necessariamente câncer, pois podem estar relacionados a outras condições. Ainda assim, os responsáveis devem observar especialmente:
- Palidez persistente e cansaço intenso;
- Febre sem causa aparente;
- Dor de cabeça acompanhada de vômitos;
- Alterações de visão ou perda de equilíbrio;
- Nódulos ou inchaços em qualquer parte do corpo;
- Dor óssea persistente, progressiva ou que limite as atividades;
- Perda de peso sem explicação e aumento do volume abdominal.
“O que merece atenção é a persistência, a progressão ou a combinação de sinais, principalmente quando não há melhora com o tratamento habitual”, afirma a especialista. Nesses casos, a recomendação é procurar o pediatra, que poderá avaliar a necessidade de encaminhamento a um especialista.
Opções de tratamento
O tratamento depende do tipo e da localização do tumor, de sua extensão e das características individuais de cada paciente. A abordagem costuma ser multidisciplinar e pode combinar quimioterapia, cirurgia e, de forma mais seletiva, radioterapia.
Em situações específicas, também podem ser considerados transplante de células-tronco hematopoéticas e imunoterapia. A terapia com células CAR-T, que modifica células do sistema imunológico do próprio paciente para reconhecer células tumorais, é uma das estratégias mais recentes. A indicação varia conforme o tipo de câncer.
O diagnóstico adequado e em tempo oportuno pode ampliar as possibilidades de tratamento. Por isso, observar mudanças persistentes na saúde da criança e manter o acompanhamento pediátrico são atitudes importantes, sem substituir a avaliação médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



