Dor lombar: sinais de alerta e como proteger a coluna

A dor lombar é a principal causa de incapacidade no mundo; veja os sinais que exigem avaliação e hábitos que ajudam na prevenção.

A dor lombar, antes associada principalmente ao envelhecimento e esforço físico, tornou-se a principal causa de incapacidade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os atendimentos hospitalares por problemas de coluna aumentaram 37,5% nos últimos cinco anos, conforme dados do sistema público de saúde (DataSUS).

Esse crescimento é ainda mais expressivo entre crianças e adolescentes de até 19 anos, com um aumento de 72,8% nos atendimentos. O cenário evidencia a influência do estilo de vida moderno, marcado por longos períodos sentados, uso constante de dispositivos eletrônicos e sedentarismo.

Por que a dor lombar tem aumentado?

Em 2020, cerca de 619 milhões de pessoas no mundo conviviam com dor lombar, número que a OMS projeta chegar a 843 milhões até 2050. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) estima que 80% da população terá dor lombar em algum momento da vida, com maior incidência entre mulheres e pessoas acima dos 40 anos.

O ortopedista e professor da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr. Gabriel Miura, destaca que, além do envelhecimento, fatores como sedentarismo, longos períodos sentados, pouca atividade física, excesso de peso e baixa massa muscular contribuem para o problema, que também afeta adultos jovens.

“A lombalgia ocorre na região inferior das costas, entre as costelas e os glúteos. O problema não está apenas em sentar, mas em permanecer muitas horas sem alternar posições ou movimentar o corpo”, explica o especialista.

Quando buscar avaliação médica?

A dor lombar deve ser avaliada por um profissional quando for muito intensa, progressiva, persistente por longo período ou surgir após trauma significativo. Outros sinais de alerta incluem febre, perda de peso inexplicada e histórico de doenças relevantes.

Sintomas que exigem atenção imediata são:

  • perda de força nas pernas;
  • alterações importantes na sensibilidade;
  • dificuldade para caminhar;
  • alterações no controle da urina ou das fezes.

Nesses casos, não é recomendado aguardar a melhora espontânea nem recorrer à automedicação.

Como prevenir a dor lombar?

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, do IBGE, 21,6% dos brasileiros com 18 anos ou mais — cerca de 34,3 milhões — relataram problemas crônicos na coluna.

Para prevenir a dor lombar, é fundamental manter o corpo ativo, fortalecer a musculatura, controlar o peso e evitar permanecer por longos períodos na mesma posição. A retomada de exercícios deve ser gradual, respeitando os limites do corpo para evitar sobrecarga.

O repouso absoluto raramente é indicado na lombalgia comum, pois pode levar à perda de força e dificultar a recuperação. Manter atividades de forma progressiva e buscar avaliação médica caso a dor não melhore são as melhores estratégias para cuidar da coluna.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 33 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar