Caminhar devagar faz bem ao coração? Veja o que diz a cardiologia
Às vésperas da 22ª Caminhada do Coração, especialista explica por que começar a se movimentar importa mais do que buscar alta performance.
Para cuidar do coração, não é preciso começar correndo ou terminar o exercício completamente exausta. Caminhadas leves e curtas já podem representar uma mudança importante para quem está sedentária — especialmente quando entram de forma regular na rotina. Essa é a principal mensagem da 22ª Caminhada do Coração, marcada para este domingo, 27 de setembro, em Curitiba.
Promovido pelo Hospital Cardiológico Costantini, o evento gratuito terá saída às 9h30, na Praça do Japão, e seguirá por 4,5 quilômetros até o Parque Barigui. A iniciativa é realizada em alusão ao Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, e deve reunir mais de 5 mil participantes, segundo a organização.
Começar é o mais importante
De acordo com o cardiologista Costantino Costantini, diretor-geral do Hospital Cardiológico Costantini, a busca por desempenho pode afastar justamente quem mais precisa deixar o sedentarismo para trás.
“Existe uma ideia de que, se a pessoa não corre, não sua muito ou não termina exausta, o exercício não valeu. Isso afasta justamente quem mais precisa começar. Para alguém sedentário, levantar do sofá e incorporar caminhadas regularmente já representa uma mudança importante. O primeiro objetivo não deve ser performance. Deve ser movimento”, afirma.
A American Heart Association recomenda aos adultos pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, 75 minutos de atividade vigorosa ou uma combinação das duas. Esses minutos podem ser distribuídos ao longo do dia, em caminhadas menores.
Ritmo e frequência
Caminhar devagar pode ser um ponto de partida, mas isso não significa que intensidade, duração e frequência sejam irrelevantes. Conforme o condicionamento melhora, é possível aumentar o tempo e acelerar o passo gradualmente, desde que a atividade seja adequada à condição de cada pessoa.
O número de passos também não deve ser tratado como uma meta obrigatória. Celulares e relógios inteligentes ajudam a visualizar o movimento, mas a saúde cardiovascular depende do conjunto: regularidade, tempo, intensidade e capacidade de manter o hábito.
Além de contribuir para a prevenção cardiovascular, a atividade física regular está relacionada ao controle da pressão arterial, da glicemia e do peso corporal. Reduzir o tempo sentado e incluir movimentos leves na rotina já é considerado um avanço para pessoas inativas.
Quando buscar orientação
Quem tem doença cardiovascular, sintomas durante o esforço, eventos cardíacos recentes ou limitações importantes deve receber orientação individual antes de definir a intensidade do exercício. Dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional, tontura, desmaio e palpitações importantes durante a atividade exigem avaliação médica.
Mais do que uma prova esportiva, a Caminhada do Coração propõe levar a prevenção para o cotidiano. A mensagem vale para quem participará do percurso e também para quem precisa de um primeiro incentivo: começar com o que é possível pode ser mais sustentável do que esperar pelo treino perfeito.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



