Unesp coordena centro para inclusão de pessoas com deficiência

Projeto em Presidente Prudente receberá R$ 3,5 milhões para desenvolver tecnologias digitais voltadas à educação e ao trabalho inclusivos.

Chegar ao ensino superior, concluir a educação básica e encontrar espaço no mercado de trabalho ainda é uma trajetória marcada por barreiras para muitas pessoas com deficiência. Para enfrentar esse cenário, a Unesp vai coordenar um novo centro de pesquisa dedicado ao desenvolvimento de soluções digitais para uma educação e um mundo do trabalho mais inclusivos.

Com sede no câmpus de Presidente Prudente, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento do Ecossistema Educacional e Laboral Digital, Inclusivo e Acessível no Estado de São Paulo (CEELDIA-SP) foi contemplado em uma chamada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O investimento previsto é de R$ 3,5 milhões, com desembolso ao longo dos próximos cinco anos.

Por que o projeto importa

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, mostram uma diferença expressiva na escolarização. Entre as pessoas com deficiência com 25 anos ou mais, 24,4% dos homens e 26,5% das mulheres haviam completado a educação básica obrigatória. Entre as pessoas sem deficiência, os índices eram de 54,4% para homens e 60,1% para mulheres.

No mercado de trabalho, a PNAD Contínua também indica menor participação das pessoas com deficiência na força de trabalho e maior taxa de informalidade, independentemente de cor ou raça. No estado de São Paulo, são cerca de 3,5 milhões de pessoas nessa condição, segundo o material divulgado pela universidade.

Tecnologia como aliada

A proposta é usar tecnologias digitais para reduzir obstáculos de acessibilidade, apoiar a permanência de estudantes e acompanhar a trajetória das pessoas com deficiência até a vida profissional. O centro também deverá produzir documentos para orientar políticas públicas.

“A ideia do CCD é criar um ecossistema inclusivo e acessível, que estamos chamando de ecossistema educacional e laboral, baseado nas tecnologias digitais. Embora tenhamos uma lei que nos dá diretrizes para que as pessoas com deficiência tenham acesso aos ambientes digitais, isso não acontece na prática”, afirma Klaus Schlünzen Junior, pesquisador principal do projeto e professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp.

O pesquisador coordena uma equipe de 29 especialistas de instituições brasileiras e estrangeiras. Além da Unesp, participam profissionais ligados à USP, Unicamp, Unoeste, Universidade de Castilla-La Mancha, na Espanha, e Instituto Tecnológico da Costa Rica, entre outras instituições.

O CEELDIA-SP será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). A expectativa é aproximar universidades, órgãos públicos e sociedade civil para transformar conhecimento científico em ferramentas e caminhos de inclusão mais efetivos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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