Oscilação de temperatura: como cuidar das crianças

Frio e calor não causam gripe, mas exigem cuidados com hidratação, rotina, vacinação e sinais de alerta na infância.

Dias muito quentes seguidos por quedas bruscas de temperatura fazem parte da rotina em muitas regiões do Brasil. Para neonatos, bebês e crianças pequenas, que ainda estão desenvolvendo o sistema imunológico, essas mudanças pedem atenção — mas não significam que seja necessário mantê-los isolados do frio ou do calor.

A própria variação térmica não causa gripe ou resfriado. Essas doenças são provocadas por vírus, transmitidos principalmente por gotículas respiratórias, contato próximo e superfícies contaminadas. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), infecções respiratórias são frequentes na infância e podem ocorrer várias vezes ao ano, especialmente entre crianças que frequentam creches e escolas.

Como lidar com o clima

De acordo com o pediatra Gustavo Pinato, médico e professor de pós-graduação em Pediatria da Afya Ribeirão Preto, a imunidade infantil amadurece progressivamente. Os bebês nascem com a chamada imunidade inata, enquanto a imunidade adquirida se desenvolve ao longo da infância, principalmente com a vacinação e o contato do organismo com diferentes agentes infecciosos.

“Mais do que tentar evitar completamente a exposição ao frio ou ao calor, é preciso garantir condições para que o organismo da criança e do bebê consiga se adaptar adequadamente e manter seu funcionamento diante das variações de temperatura”, orienta Pinato.

Na prática, vale escolher roupas adequadas ao ambiente, sem excesso de agasalhos ou exposição prolongada a temperaturas extremas. Em dias quentes, a hidratação merece atenção. Também é recomendável evitar, sempre que possível, mudanças bruscas entre ambientes muito frios e muito quentes.

Rotina que protege

Não existe alimento, vitamina ou medicamento capaz de “blindar” a imunidade de uma criança saudável. Sem deficiência nutricional identificada, suplementos não devem ser usados com a expectativa de acelerar o amadurecimento do sistema imunológico.

Uma rotina equilibrada é a principal aliada. Ela inclui:

  • alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, proteínas e grãos;
  • sono adequado e horários regulares para dormir e acordar;
  • hidratação e atividade física conforme a idade;
  • vacinação em dia;
  • higiene das mãos, dos dentes, dos brinquedos e das superfícies;
  • ambientes ventilados e contato com áreas ao ar livre quando as condições forem adequadas.

O aleitamento materno, quando aplicável, também contribui para a proteção do bebê nos primeiros meses. A saúde emocional merece atenção: segundo o especialista, o estresse crônico pode impactar negativamente a resposta imunológica.

Prevenção e sinais de alerta

Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool 70%, não compartilhar copos e talheres, manter distância de pessoas doentes e ensinar a etiqueta respiratória são medidas simples contra a transmissão de vírus. A vacinação, incluindo a proteção contra a gripe conforme as recomendações para cada faixa etária, ajuda a reduzir o risco de influenza e complicações.

É esperado que crianças pequenas tenham episódios de infecção ao longo do ano. Porém, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, apatia, recusa persistente de líquidos, sinais de desidratação, febre prolongada ou piora do estado geral exigem avaliação do pediatra.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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