Mulheres são minoria na tecnologia, aponta estudo

Expansão dos data centers reforça a urgência de inclusão feminina no setor

A crescente expansão dos data centers, que armazenam e processam dados essenciais para aplicativos, plataformas de streaming, sistemas empresariais e ferramentas de inteligência artificial, levanta uma questão fundamental: quem está sendo preparado para ocupar esses espaços? Apesar da alta demanda por profissionais, as mulheres permanecem sub-representadas no setor de tecnologia.

De acordo com um estudo realizado pela Laboratória em parceria com a McKinsey, apenas 20% das contratações para cargos de tecnologia no Brasil são de mulheres. A pesquisa, que analisou mais de 300 empresas de tecnologia na América Latina, também revelou que a presença feminina em cargos de alta gerência no país é inferior a 30%.

Desigualdade que ultrapassa a contratação

Esses números indicam que a desigualdade não se limita à entrada no setor, mas acompanha a trajetória profissional, afetando as oportunidades de crescimento, promoção e acesso a posições de liderança. Assim, enquanto as empresas de tecnologia buscam ampliar suas equipes para acompanhar a transformação digital, uma parcela significativa dos talentos potenciais enfrenta barreiras para ingressar, permanecer e avançar nessas carreiras.

Esse cenário sugere que o chamado “apagão de talentos” pode ser interpretado também como uma crise de inclusão. Discutir a falta de profissionais exige considerar quem teve acesso à educação tecnológica, quem encontrou referências femininas na área e quem conseguiu transformar formação em oportunidades concretas de trabalho.

Data centers e a necessidade de diversidade

A expansão dos data centers não depende apenas de especialistas em programação, mas também de profissionais de engenharia, operações, segurança, energia e gestão. Essas áreas diversas são essenciais para o funcionamento e manutenção desse ecossistema fundamental para a economia digital.

Portanto, a inclusão feminina torna-se uma questão estratégica. Quando meninas têm acesso a conhecimento, experiências práticas e modelos de identificação, elas podem enxergar a tecnologia como uma possibilidade profissional real, ampliando o conjunto de talentos disponível para o setor.

Educação e inclusão como estratégias de crescimento

Para Sonia de Almeida, diretora executiva da Afesu, educação e inclusão devem ser parte integrante da estratégia de crescimento da tecnologia, e não apenas uma agenda social. A Afesu promove educação e formação para meninas e mulheres, oferecendo cursos gratuitos para beneficiárias de 7 a 25 anos.

A transformação começa antes da abertura de vagas, envolvendo acesso à formação, apoio para a permanência nos estudos, qualificação profissional e ambientes que proporcionem condições reais de desenvolvimento.

Se os data centers representam uma infraestrutura voltada para o futuro, a força de trabalho que os sustenta também precisa refletir esse futuro: mais diversa, preparada e aberta às diferentes experiências e soluções que as mulheres podem trazer para a tecnologia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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