ArPa Buenos Aires destaca artistas mulheres e novas aquisições
Primeira edição internacional da feira reuniu mais de 4 mil visitantes e ampliou conexões entre o mercado de arte argentino e brasileiro
A primeira edição internacional da ArPa Buenos Aires encerrou-se no domingo, 20 de setembro de 2026, com mais de 4 mil visitantes, vendas significativas e três aquisições institucionais. Realizada durante cinco dias na histórica Casa Victoria Ocampo, em Palermo, a feira reuniu galerias da Argentina, Brasil e Estados Unidos, além de colecionadores e profissionais do mercado de arte de diferentes países.
Um dos destaques foi a valorização de artistas mulheres, com obras que passaram a integrar coleções de referência. A artista argentina Verónica Gómez teve seu tríptico Miss Anginas (2024), apresentado pela galeria COTT, adquirido pelo Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires (MACBA). Essa aquisição inaugura a Colección Expandida, uma nova linha do museu dedicada à produção contemporânea argentina, que também confirmou uma exposição antológica da artista para 2027.
Novas aquisições para coleções importantes
A Coleção Ama Amoedo incorporou Sin título (2023), óleo sobre tela de Déborah Pruden, adquirido na galeria PASTO. A obra amplia o núcleo de abstração feminina argentina da coleção, que já inclui trabalhos de Yente (1905–1990) e Germaine Derbecq (1899–1977).
A Fundação Cervieri Monsuárez, instituição sem fins lucrativos sediada em José Ignacio, Uruguai, adquiriu duas têmperas sobre lâmina de livro antigo de Alfredo Londaibere, ambas intituladas Sem título (2013). Guadalupe Requena, diretora da fundação, destacou que a escolha considerou a forma particular do artista de explorar os limites da pintura por meio de diferentes técnicas e materiais, além de seu papel fundamental na cena artística argentina das últimas décadas. A aquisição também contribui para a circulação e reconhecimento de artistas na região.
Uma experiência expositiva intimista
A escolha da Casa Victoria Ocampo, Monumento Histórico Nacional argentino, foi central para a proposta da ArPa Buenos Aires. A residência funcionou como espaço de memória e patrimônio arquitetônico, com seus salões e jardim integrados à experiência expositiva. A feira priorizou projetos individuais ou com poucos artistas, permitindo que o público apreciasse as obras com calma, sem o ritmo acelerado dos grandes eventos.
Entre os projetos apresentados estavam a exposição individual de Verónica Gómez pela galeria COTT, uma seleção dedicada a Santiago García Sáenz pela Galería Hache, além de trabalhos de Guillermo Kuitca, Norberto Gómez, Leticia Ramos, Pablo Accinelli e Luiz Roque, artista brasileiro que trabalha com vídeo.
Fortalecendo conexões regionais
Por meio do Programa Prisma, curadores, colecionadores e profissionais de São Paulo, Lima e Los Angeles participaram da programação, aproximando o circuito internacional das galerias e artistas presentes. Camilla Barella, diretora-geral e fundadora da ArPa, afirmou que a feira nasceu com identidade latino-americana e vocação para crescer além das fronteiras, destacando a relevância da cena artística e o potencial de intercâmbio entre Argentina e Brasil.
As galerias relataram vendas, novos contatos e oportunidades de aprofundar relações com colecionadores argentinos e estrangeiros, consolidando a ArPa como um espaço de negócios e intercâmbio cultural na América Latina.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



