Reforma tributária: decisões empresariais que não podem esperar 2027
Bernard Appy debate em São Paulo os impactos da reforma tributária para negócios e patrimônio
Para empresários, investidores e gestores de patrimônio, as mudanças da reforma tributária já exigem decisões estratégicas em 2026, mesmo com a vigência das novas regras prevista para 2027. Esse é o tema central do debate que Bernard Appy participará em 29 de setembro, em São Paulo, promovido pelo Think Tank Mercado & Opinião.
Intitulado “A última janela”, o encontro discutirá os impactos da transição tributária sobre negócios, imóveis, holdings e planejamento sucessório, destacando que o calendário fiscal já impõe prazos e escolhas que não podem ser adiados.
Decisões antecipadas para o Simples Nacional
Segundo informações da Receita Federal apresentadas no evento, empresas que atualmente não são optantes pelo Simples Nacional e desejam ingressar no regime em 2027, assim como aquelas com exclusão futura registrada, devem formalizar o pedido entre 1º e 30 de setembro de 2026, fora do prazo tradicional de janeiro.
Além disso, as empresas já optantes pelo Simples enfrentarão uma decisão inédita: escolher entre manter o recolhimento do IBS e CBS dentro do regime simplificado ou migrar para o modelo regular desses tributos no primeiro semestre de 2027. Essa escolha pode impactar o fluxo de caixa, as relações comerciais e o aproveitamento de créditos.
Impactos no patrimônio e planejamento sucessório
A reforma também traz mudanças relevantes para imóveis, holdings e sucessão patrimonial. No entanto, transferir bens, criar holdings ou antecipar sucessões não é automaticamente vantajoso, pois cada caso depende da estrutura e dos impactos financeiros e tributários envolvidos.
Marcos Koenigkan, empresário multissetorial e presidente do Mercado & Opinião, destaca que “quem esperar janeiro para entender como as novas regras afetam o negócio pode descobrir que algumas decisões deveriam ter sido tomadas ainda em 2026. A reforma saiu do campo da expectativa e entrou na fase de decisão”.
Paulo Motta, empresário e vice-presidente do Mercado & Opinião, reforça que a análise deve ir além do valor dos impostos: “Investir, expandir, contratar ou reorganizar uma operação exige entender como custos e margens podem se comportar. Quem fizer essa leitura antes consegue decidir com mais informação e menos improviso”.
Sobre Bernard Appy e o debate
Bernard Appy, formulador do novo sistema tributário, tem longa experiência no Ministério da Fazenda, onde dirigiu o Centro de Cidadania Fiscal e atuou como secretário extraordinário da Reforma Tributária. Ele deixou o cargo após a aprovação e regulamentação das etapas centrais do processo e segue como uma das principais vozes do país sobre o tema.
O debate em São Paulo reunirá empresários para discutir como se preparar para a transição tributária, que seguirá por vários anos, mas cujas decisões estratégicas já precisam ser tomadas em 2026 para evitar impactos negativos a partir de 2027.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



