Paraná lidera hospitalizações infantis por queimaduras com líquidos quentes
Estado registrou 10.708 internações de crianças e adolescentes por acidentes em 2025, com destaque para queimaduras e sufocação doméstica
O Paraná registrou 10.708 internações de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos por acidentes em 2025, segundo levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com dados do Ministério da Saúde (DataSUS). A taxa estadual foi de 94 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, superando a média nacional de 63 e posicionando o Paraná na sexta colocação no ranking brasileiro.
O estudo destaca que grande parte dos acidentes ocorre dentro do ambiente doméstico, especialmente na cozinha. As quedas foram a principal causa de internações, com 4.581 casos registrados no estado. Contudo, o Paraná lidera o país em hospitalizações por queimaduras específicas: 288 casos por contato com líquidos quentes (15,6% do total nacional) e 254 por contato com bebidas, alimentos, gordura e óleo de cozinha quentes (27,9% do total nacional).
Além disso, o estado registrou 69 internações por sufocação causada pela inalação ou ingestão de objetos pequenos, como moedas, brinquedos e botões, representando 15,4% dos casos nacionais nessa categoria.
Prevenção e cuidados domésticos
José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, ressalta que “os dados do Paraná mostram que o perigo muitas vezes está na rotina do ambiente doméstico”. Ele enfatiza que a supervisão constante é fundamental para evitar que situações comuns se transformem em acidentes graves, especialmente na cozinha.
Acidentes de trânsito e ciclistas
Fora de casa, o trânsito também representa risco significativo. Em 2025, o Paraná contabilizou 740 hospitalizações de crianças e adolescentes por acidentes de trânsito, com destaque para ciclistas: 175 casos em acidentes de transporte (23,6% do total nacional) e 88 em acidentes sem colisão (11,9% do total nacional).
Mortes infantis no Brasil
O estudo da Aldeias Infantis SOS também analisou dados nacionais de 2024 sobre mortes de crianças e adolescentes até 14 anos, totalizando 3.341 óbitos em oito categorias. As principais causas foram sufocações (1.039 mortes, 31,1%), acidentes de trânsito (922 mortes, 27,6%) e afogamentos (850 mortes, 25,4%), que juntas representam cerca de 84,1% dos casos.
As faixas etárias mais afetadas foram crianças de 1 a 4 anos, com 1.095 mortes (32,8%), e menores de 1 ano, com 930 óbitos (27,8%). Entre as sufocações, 75% das vítimas eram bebês, enquanto os afogamentos ocorreram principalmente em crianças de 1 a 4 anos.
Esses dados reforçam a importância de ampliar ações de prevenção e conscientização para proteger a infância e garantir ambientes mais seguros para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



