Escala revela como as pessoas percebem um ambiente

Ferramenta da NEUROARQ® Academy transforma sensações sobre luz, sons, cores e temperatura em dados para projetos mais alinhados.

Um ambiente pode parecer acolhedor para uma pessoa e desconfortável para outra. A diferença está em estímulos como iluminação, sons, cores, materiais, temperatura e circulação — elementos que nem sempre são percebidos ou descritos com facilidade. Para transformar essas impressões em informações mais concretas, a NEUROARQ® Academy criou a Escala de Autopercepção dos Ambientes, conhecida como EAPA®.

A ferramenta identifica como os usuários percebem um espaço e organiza essas respostas em dados que podem apoiar decisões de arquitetura e design. A proposta é aproximar a intenção de quem projeta da experiência de quem realmente utiliza o ambiente.

O que a escala avalia

A EAPA® considera nove variáveis ambientais: biofilia; cores; formas e materialidade; iluminação; personalização; sons; clima e ar; ocupação e relações; além de odores e sabores.

As respostas ajudam a identificar o que chama atenção, quais estímulos passam despercebidos e que elementos provocam determinadas sensações. Segundo Priscilla Bencke, arquiteta, especialista em neuroarquitetura e cofundadora da NEUROARQ® Academy, “a percepção é subjetiva, mas pode ser investigada”.

Na prática, a ferramenta pode ser usada no início de um projeto, para aprofundar as necessidades dos usuários, ou depois da ocupação, para verificar se as escolhas produziram a experiência esperada.

Iluminação esteve entre os aspectos mais percebidos

O funcionamento da EAPA® foi demonstrado em 19 de agosto de 2026, durante a 25ª Movelsul Brasil, em Bento Gonçalves (RS). Um grupo percorreu quatro estandes da feira e respondeu digitalmente a sete perguntas sobre as sensações provocadas por cada espaço.

Ao todo, foram realizados 82 preenchimentos da versão breve da escala. A iluminação apareceu entre os dois aspectos mais marcados nos quatro estandes analisados: liderou na Carraro e na Província, empatou com formas e texturas na Herval e ficou logo atrás dessa variável na Falkk.

Já odores e sabores estiveram entre os elementos menos percebidos nos quatro ambientes. Os sons também foram pouco notados e ocuparam a primeira posição entre os menos percebidos na Herval.

Percepções diferentes podem orientar ajustes

Os relatos mostraram que um mesmo elemento pode ser interpretado de maneiras distintas. Em um dos estandes, formas e texturas foram associadas tanto ao cuidado com os acabamentos quanto à dificuldade de circulação. Em outro momento, uma participante só identificou o incômodo provocado pelo ruído depois de entrar em um ambiente mais protegido do som externo.

A aplicação não teve como objetivo avaliar ou classificar os estandes da Movelsul. Os resultados representam aquele grupo e as condições específicas do percurso. Ainda assim, indicam como a escala pode revelar aspectos que os usuários nem sempre conseguem nomear.

Para Priscilla, mensurar a percepção não substitui a sensibilidade nem o conhecimento técnico. “Projetar não é apenas criar uma composição visual. É compreender como as pessoas vivem aquilo que foi projetado”, afirma.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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