Cannabis medicinal pode reduzir agitação em pacientes com Alzheimer
Estudo preliminar com 120 pacientes indica melhora significativa em sintoma que afeta famílias
A agitação é um dos sintomas mais desafiadores para as famílias que cuidam de pessoas com Alzheimer. Inquietação, agressividade, ansiedade no fim da tarde — conhecida como síndrome do pôr do sol — e noites sem sono são queixas frequentes que impactam a rotina dos cuidadores.
Um estudo clínico de Fase II, denominado LiBBY, avaliou uma combinação controlada de THC e CBD em 120 pacientes com demência avançada. Apresentado em julho de 2023 na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC), em Londres, o ensaio indicou que cerca de 90% dos participantes apresentaram melhora da agitação ao longo das semanas.
Detalhes da pesquisa
A agitação em pacientes com Alzheimer pode se manifestar por irritabilidade, comportamento agressivo, ansiedade e alterações no sono, especialmente no fim do dia. O estudo LiBBY, conduzido por centros especializados, divulgou resultados preliminares que ainda aguardam publicação completa em revista científica.
É importante destacar que a cannabis medicinal não trata a causa do Alzheimer, mas pode contribuir para o controle da agitação, um sintoma que afeta tanto os pacientes quanto seus cuidadores.
Implicações para o cuidado familiar
Mariana Maciel, médica da biotech canadense Thronus Medical, ressalta a importância do controle da agitação para a qualidade de vida das famílias. “A cannabis não trata o Alzheimer, mas controlar a agitação já muda o jogo pra família, porque é isso que costuma tirar o sono de todo mundo em casa. Quando o paciente fica mais tranquilo, quem cuida também respira”, afirma.
Ela destaca ainda que o tratamento deve ser individualizado, especialmente em idosos que fazem uso de outros medicamentos. “Começa com dose baixa, ajusta com calma e acompanha de perto. Não tem receita de bolo”, explica.
Considerações finais
O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre essa condição, que é a forma mais comum de demência. No Brasil, estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas convivam com a doença.
Embora os resultados do estudo LiBBY sejam promissores, eles são preliminares e não substituem a orientação médica especializada. A decisão sobre o uso da cannabis medicinal deve ser feita com acompanhamento profissional, considerando as particularidades de cada paciente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



