Alzheimer: quando o esquecimento vira sinal de alerta?
Entenda quais falhas de memória podem indicar algo além da distração e quando é importante buscar avaliação médica
Esquecer onde deixou as chaves ou o nome de alguém conhecido pode acontecer em dias de cansaço, estresse e excesso de informações. O alerta para o Alzheimer aparece quando as falhas se tornam frequentes, afetam tarefas do cotidiano e começam a comprometer a autonomia.
No Dia Mundial do Alzheimer, lembrado em 21 de setembro, o CEJAM chama atenção para a importância de observar não apenas a memória, mas também mudanças de comportamento e dificuldades que surgem na rotina.
O que diferencia distração de um sinal de alerta?
De acordo com a neurologista Márcia Rodrigues, do CEJAM, episódios pontuais tendem a ser comuns, principalmente com o avanço da idade ou durante períodos de fadiga mental. A preocupação aumenta quando a pessoa passa a depender de outras para atividades que antes realizava sozinha.
“O sinal de alerta acende quando o esquecimento passa a interferir na independência do indivíduo, como esquecer o caminho de volta para casa, perder a capacidade de administrar o próprio dinheiro ou ter dificuldade para usar aparelhos domésticos que sempre manuseou”, explica a especialista.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, citado pelo CEJAM, indicou que o cérebro pode apresentar transformações estruturais e funcionais pelo menos sete anos antes de placas da proteína beta-amiloide serem detectadas em exames de imagem convencionais. A descoberta reforça que alterações podem começar antes do diagnóstico formal.
Sintomas do Alzheimer vão além da memória
A perda de memória recente é um dos sinais mais conhecidos, mas não aparece necessariamente sozinha. Também merecem atenção:
- desorientação em relação a datas, horários ou dias da semana;
- troca frequente de palavras ou perda da linha de raciocínio;
- dificuldade para planejar, resolver problemas ou seguir receitas simples;
- mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou desconfiança;
- apatia, isolamento social e colocação de objetos em lugares incomuns.
Por que buscar avaliação médica?
A investigação combina avaliação clínica, testes neuropsicológicos e, conforme cada caso, exames de sangue, análise do líquor e exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia.
A consulta também pode identificar condições reversíveis que simulam perdas de memória, como ansiedade, depressão, TDAH, deficiências vitamínicas, alterações na tireoide e efeitos colaterais de medicamentos. Por isso, a presença de um familiar ou cuidador pode ser importante: essa pessoa ajuda a relatar mudanças observadas no dia a dia.
O diagnóstico precoce permite discutir tratamentos e intervenções adequados, além de ajudar a família a organizar a rotina e oferecer mais segurança. Atividade física regular, alimentação equilibrada, cuidado com a saúde emocional e controle da pressão, do colesterol e da glicemia também contribuem para a proteção da saúde cerebral ao longo dos anos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



