Alzheimer: mitos, sinais de alerta e avanços em pesquisas

Especialistas esclarecem dúvidas sobre memória, comportamento e novas terapias em desenvolvimento

Nem todo esquecimento indica Alzheimer, mas mudanças persistentes na memória, orientação ou comportamento devem ser observadas com atenção. No Brasil, o número de pessoas com demência, principalmente Alzheimer, cresce e pode triplicar até 2050, segundo dados do Ministério da Saúde.

Atualmente, cerca de 1,8 milhão de brasileiros com mais de 60 anos vivem com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum. Reconhecer os sinais e buscar avaliação médica adequada é fundamental para o planejamento do cuidado e a manutenção da qualidade de vida.

Desmistificando o Alzheimer

A neurologista Sonia Maria Brucki, coordenadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do HCFMUSP, explica que pequenos esquecimentos ocasionais são normais no envelhecimento. O alerta surge quando as falhas de memória comprometem atividades diárias, segurança, autonomia ou orientação.

Ela também esclarece que, no início da doença, as memórias recentes são mais afetadas, enquanto lembranças antigas tendem a permanecer preservadas por mais tempo. Além disso, corrigir constantemente o paciente pode aumentar a frustração e a ansiedade, sendo mais eficaz acolher e redirecionar a conversa, priorizando conforto e segurança emocional.

Música e convivência familiar

A música associada a experiências afetivas pode estimular conexões emocionais e cognitivas em pessoas com Alzheimer, ajudando a reduzir ansiedade, agitação e isolamento. A memória musical costuma resistir mesmo em fases avançadas da doença.

Comportamentos como agressividade, resistência ao banho e confusão não tornam a convivência impossível. Essas alterações estão ligadas à desorientação e dificuldades de comunicação, e podem ser amenizadas com estratégias de acolhimento, adaptação da rotina e suporte especializado.

Avanços em pesquisas

Um estudo internacional envolvendo pesquisadores da Espanha, Reino Unido e China demonstrou, em modelo animal, que nanopartículas bioativas podem acelerar a redução de marcadores associados ao Alzheimer. Embora ainda distante da aplicação em humanos, essa pesquisa amplia as perspectivas para novos tratamentos.

Bruna Antinori, líder da área terapêutica em Alzheimer da Biogen, destaca que a ciência tem avançado no desenvolvimento de terapias que atuam diretamente nos mecanismos biológicos da doença, além do controle dos sintomas. Novos tratamentos focam proteínas relacionadas à progressão do Alzheimer em estágios iniciais, beneficiando pacientes elegíveis.

Apesar dos avanços, o diagnóstico precoce permanece essencial. Diante de sinais persistentes de perda de memória, alterações cognitivas ou comportamentais, a recomendação é buscar avaliação com neurologista ou geriatra para um acompanhamento adequado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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