Alzheimer: estudos buscam pacientes em Curitiba

Pesquisas internacionais avaliam novas alternativas para agitação, alucinações e delírios associados ao Alzheimer; participação é gratuita

Em Curitiba, pacientes com doença de Alzheimer que apresentam sintomas como agitação, alucinações ou delírios podem participar de dois estudos clínicos internacionais que buscam novas alternativas para esses sintomas. As pesquisas são conduzidas pelo Centro de Estudos Clínicos do Paraná (CECPAR) e estão com vagas abertas para novos participantes.

Esses sintomas impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes e aumentam a sobrecarga dos cuidadores. A agitação, por exemplo, pode se manifestar como inquietação, comportamentos agressivos, atividade motora excessiva ou solicitações constantes de atenção, afetando cerca de metade dos pacientes com Alzheimer.

Estudos focados em sintomas específicos

Um dos estudos investiga uma nova abordagem para a agitação associada à doença, considerando que as opções atuais podem ter eficácia limitada e efeitos adversos, especialmente em idosos. O segundo estudo avalia uma alternativa para a psicose associada ao Alzheimer, que inclui alucinações e delírios. Alucinações são percepções de coisas que não existem, enquanto delírios são crenças falsas mantidas mesmo sem evidências, como acreditar que um cuidador é um impostor.

Atualmente, não existe tratamento farmacológico aprovado especificamente para a psicose relacionada ao Alzheimer. O estudo em andamento é o primeiro a avaliar a eficácia e segurança de uma substância para tratar alucinações e delírios nesse contexto.

Critérios para participação

Podem participar pacientes entre 55 e 95 anos com diagnóstico de Alzheimer e que apresentem há pelo menos dois meses algum dos sintomas investigados. É necessário que o participante tenha capacidade verbal para compreender e responder às perguntas e que conte com um cuidador ou parceiro de estudo para acompanhá-lo nas visitas.

A participação é gratuita, com cobertura dos custos dos procedimentos previstos nos estudos. Despesas de deslocamento e alimentação podem ser reembolsadas conforme as regras de cada protocolo. Os participantes também poderão passar por avaliações diagnósticas abrangentes, incluindo análise de biomarcadores plasmáticos.

Importância das pesquisas

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 57 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por 60% a 70% dos casos. No Brasil, estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas tenham demência, número que pode chegar a 5,7 milhões até 2050.

O Dr. Luiz Fernando Petry, diretor clínico do CECPAR e investigador dos estudos, destaca que cada pesquisa clínica é fundamental para responder a perguntas ainda sem solução e pode abrir caminho para novas opções de tratamento, oferecendo esperança para milhares de pessoas afetadas pelo Alzheimer no futuro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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