Acessibilidade visual: inclusão vai além das rampas
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, dados mostram a importância de acesso à informação, saúde e educação para pessoas com deficiência visual
Quando se fala em acessibilidade, a primeira imagem que vem à mente geralmente são rampas, elevadores e pisos táteis. No entanto, para pessoas cegas ou com baixa visão, a inclusão vai muito além das barreiras físicas, envolvendo também o acesso à informação, educação, trabalho, saúde e cultura com autonomia. Essa reflexão é central no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.
Essa data mobiliza a sociedade para os direitos e a participação social de mais de 14 milhões de brasileiros que possuem alguma deficiência. No caso da deficiência visual, os desafios incluem não apenas a eliminação de obstáculos físicos, mas também a oferta de conteúdos e serviços em formatos acessíveis.
Acesso à saúde e prevenção
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 60% e 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Esse dado reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde para identificar sinais e necessidades no momento certo.
Assim, falar em acessibilidade é também falar em prevenção, educação e autonomia. Materiais inacessíveis, sites incompatíveis com tecnologias assistivas ou consultas sem comunicação adequada podem se tornar barreiras concretas no dia a dia das pessoas com deficiência visual.
Fundação Dorina Nowill para Cegos: 80 anos de atuação
Há oito décadas, a Fundação Dorina Nowill para Cegos desenvolve iniciativas voltadas a crianças, jovens, adultos e idosos cegos ou com baixa visão. A instituição oferece serviços gratuitos de habilitação e reabilitação, incluindo áreas como Terapia Ocupacional, Pedagogia, Fisioterapia, além de orientação e mobilidade.
Em 2025, a Fundação realizou mais de 55 mil atendimentos nessas áreas. No mesmo período, foram editadas 320.291 páginas em braille e produzidas mais de 11 milhões de páginas impressas em sua gráfica. A organização também disponibiliza materiais em áudio, fonte ampliada e formatos digitais acessíveis.
Inclusão como parte da sociedade
Para Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é uma oportunidade para reforçar que a inclusão deve ser parte da construção de uma sociedade para todos, e não uma exceção.
Isso implica olhar além do cumprimento da legislação, avaliando se espaços, serviços e conteúdos são realmente acessíveis para diferentes pessoas. A acessibilidade incorporada desde o início amplia a independência, a dignidade e a participação social das pessoas com deficiência visual.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



