Festival Metrô premia curtas de três estados brasileiros
Produções do Paraná, Pará e Pernambuco receberam o Troféu Passagem na 9ª edição do Festival de Cinema Universitário, em Curitiba.
O cinema universitário brasileiro ganhou espaço para experimentar, pesquisar e apresentar novas linguagens em Curitiba. Na 9ª edição do Metrô – Festival do Cinema Universitário Brasileiro, mais de 35 produções de 14 estados foram exibidas gratuitamente na Cinemateca de Curitiba.
Divididos entre as mostras Panorama e Competitiva, os filmes concorreram ao Troféu Passagem. O júri escolheu três curtas de diferentes regiões do país, destacando propostas marcadas pela criatividade e pela disposição de fazer cinema mesmo diante de limitações de produção.
Paraná, Pará e Pernambuco levam os prêmios
O curta paranaense Aquiles Era um Twink, de Henrique Domingues, recebeu o Prêmio de Pesquisa – Linguagem. Segundo os jurados Carlos Debiasi, Juliana Rodrigues, Mariana Boaventura e Victor Bussolini, o filme foi escolhido “pela forma que nos guia em sua jornada de pesquisa e criação. Essa proposta de linguagem nos contagia com o deslocamento de linguagens”.
Do Pará, O Fim da Festa, dirigido por Tainá Lobato, conquistou o Prêmio de Realização. Para o júri, a produção se destacou “pela sua personalidade e por nos lembrar da vocação coletiva do cinema. O bom humor que transparece na tela demonstra que a produção foi bem sucedida em encontrar soluções para superar as adversidades da realização”.
Já o curta pernambucano A Estrela-ilha e o Peixe-pássaro, de Áquila Félix e Nadí Silva Samu, recebeu o Prêmio Imagem Sensível. A obra foi reconhecida pela capacidade de transitar “pelo real, pela memória, pelo onírico e pelo abstrato”, além de apresentar frescor, ousadia e originalidade em sua linguagem cinematográfica.
MetrôLAB destacou projetos do Ceará
Além das exibições, o festival promoveu o MetrôLAB, espaço de desenvolvimento de projetos e curtas-metragens. Seis produções tiveram seus roteiros desenvolvidos ao longo da semana com consultorias do evento.
O projeto cearense O Último Peixe da Lua, de Kimberly Gomes, foi escolhido pelo júri formado por Mano Cappu, Juliana Sanson e Ariane Miake. A avaliação considerou a maturidade do projeto e sua busca por um cinema que respeita “o tempo natural das coisas”, com uma abordagem lúdica, delicada e poética.
O MetrôLAB também concedeu Menção Honrosa a Existir é um Err4 no Cistema, de Magi do Carmo, igualmente do Ceará. Com a programação, o festival reforçou a diversidade regional e a força da produção universitária no audiovisual brasileiro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



