Conflito no Iêmen sobrecarrega hospitais e amplia crise humanitária
Mais de 60 feridos foram internados em hospital de Aden desde 10 de setembro, enquanto deslocamentos ultrapassam 90 mil pessoas
A intensificação dos combates no Iêmen tem levado a um aumento significativo no número de feridos, pressionando um sistema de saúde já sobrecarregado. Desde 10 de setembro, mais de 60 pacientes feridos na costa oeste foram internados no Hospital Al-Gamhouria, em Aden, conforme informado por Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Esses pacientes necessitam de cirurgias urgentes, transfusões de sangue, monitoramento constante e tratamentos prolongados. Com a chegada desses casos, setores como emergência, salas de cirurgia, enfermarias, banco de sangue e estoque de medicamentos operam no limite de sua capacidade.
Prioridade aos casos mais graves
O MSF ampliou seu suporte às salas de emergência do Hospital Al-Gamhouria, auxiliando na rápida avaliação dos pacientes para priorizar os casos mais críticos. A organização também fornece medicamentos e insumos essenciais para as salas de cirurgia e enfermarias.
Além disso, em coordenação com as autoridades de saúde, o MSF apoiou hospitais em Hodeidah com medicamentos e materiais para tratar feridos dos ataques, e distribuiu kits de trauma para unidades de saúde em Taiz, Al-Bayda e Al Jawf.
Deslocamento e necessidades básicas
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 90 mil pessoas foram deslocadas recentemente no Iêmen. Essas famílias enfrentam acesso limitado a alimentos, água potável, abrigo, saneamento e atendimento médico.
Os hospitais precisam absorver o aumento repentino de pacientes feridos, ao mesmo tempo em que mantêm os cuidados médicos de rotina essenciais para a população. Anos de cortes no financiamento reduziram a capacidade das unidades de saúde, agravando a situação.
Suporte a mulheres, crianças e recém-nascidos
Desde junho de 2026, o MSF apoia o departamento de ortopedia do Hospital Al-Gamhouria, incluindo treinamento de profissionais de enfermagem, prevenção e controle de infecções, exames laboratoriais e uso seguro de antibióticos, além do desenvolvimento de planos para incidentes com múltiplas vítimas.
Em Mocha, na costa oeste, uma equipe do MSF continua apoiando as unidades de maternidade e pediatria do Hospital Geral, apesar da escassez de profissionais de saúde. Até 13 de setembro, 23 pacientes estavam em atendimento, incluindo 10 bebês na terapia intensiva neonatal.
O MSF destaca a importância de um financiamento sustentável e flexível para garantir que mulheres, crianças e comunidades mais afetadas pelo conflito não fiquem sem assistência médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



