Alzheimer e demência: entenda as diferenças e os sinais

Alzheimer é a causa mais comum de demência, mas nem todo quadro de demência está ligado à doença; veja sintomas e diagnóstico

Esquecer compromissos, repetir perguntas ou apresentar mudanças de comportamento nem sempre significa ter doença de Alzheimer. A demência é um conjunto de sintomas que compromete a memória, o raciocínio, a linguagem e a autonomia, enquanto o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa específica — e a causa mais frequente de demência.

O tema ganha destaque com o Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro. Segundo levantamento do Ministério da Saúde de 2024, cerca de 2,7 milhões de brasileiros com mais de 60 anos convivem com algum tipo de demência, o equivalente a 8,5% da população idosa do país. A projeção do órgão é de até 5,6 milhões de pessoas em 2050.

Demência não é sinônimo de Alzheimer

De acordo com as geriatras Andressa Dias da Rocha e Gisele dos Santos, professoras de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, uma pessoa com demência não necessariamente tem Alzheimer. Diferenciar os quadros ajuda a acompanhar a evolução dos sintomas e a definir o cuidado necessário para o paciente e a família.

No Alzheimer, o sinal inicial mais associado é o esquecimento contínuo e progressivo de fatos recentes. Já a demência vascular pode apresentar piora em degraus, muitas vezes relacionada a derrames. Na demência com corpos de Lewy, alucinações visuais e tremores podem chamar atenção. Na demência frontotemporal, mudanças marcantes de comportamento e personalidade podem aparecer antes de alterações importantes na memória.

Como o diagnóstico é feito?

A investigação acontece em etapas. Primeiro, a equipe avalia se houve perda de independência e aplica testes cognitivos, além de conversar com o paciente e seus familiares. Depois, busca identificar a causa do declínio, considerando o padrão dos sintomas e solicitando exames.

Exames de sangue podem ajudar a descartar condições como deficiência de vitaminas e alterações na tireoide. Imagens do cérebro também podem ser indicadas para verificar atrofias ou sinais de pequenos derrames. Em situações específicas, exames biomarcadores podem identificar o acúmulo de proteínas associado ao Alzheimer.

O Alzheimer pode evoluir por fases

Segundo Gisele dos Santos, a doença pode passar pelas fases pré-clínica, de comprometimento cognitivo leve e de demência leve, moderada e avançada. Na fase pré-clínica, não há sintomas perceptíveis, embora alterações possam ser identificadas em exames — que não são solicitados rotineiramente.

No comprometimento cognitivo leve, os esquecimentos ainda não interferem nas atividades diárias. Na demência leve, surgem dificuldades para lidar com dinheiro, se orientar na rua ou realizar tarefas antes simples. Com a progressão, a pessoa pode precisar de ajuda para atividades domésticas, autocuidado e comunicação.

Ainda não há cura para a doença de Alzheimer. Por isso, o acompanhamento médico e o planejamento dos cuidados devem considerar a autonomia, a segurança e a forma como cada paciente e família lidam com as informações e as decisões.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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