Luiza Trajano encerra segundo dia da Feira do Empreendedor em Curitiba

Empresária abordou inteligência artificial, resiliência e aprendizado contínuo para pequenos negócios

Empreender exige mais do que uma boa ideia: é preciso adaptar-se, aprender continuamente e ter paciência para construir resultados. Esse foi o principal recado deixado por Luiza Helena Trajano durante a palestra que encerrou o segundo dia da Feira do Empreendedor Sebrae, em Curitiba.

Com o tema “Do primeiro passo ao crescimento: histórias reais de quem empreende”, a empresária falou sobre liderança, inovação e os desafios enfrentados por micro e pequenas empresas. O evento acontece de 16 a 19 de setembro, na Viasoft Experience, no Paraná.

Inteligência artificial pede respostas mais rápidas

Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Helena afirmou que a inteligência artificial acelerou as mudanças no mercado. Para ela, empreendedoras e empreendedores precisam experimentar, avaliar os resultados e mudar de rota quando necessário.

“Com a inteligência artificial, a mudança ficou mais rápida. Então, exige uma adaptação mais veloz do que se tinha antes. A inteligência artificial trouxe o aqui e agora muito forte. Experimenta. Não deu certo? Muda rápido. Deu certo? Multiplica rápido. Não é vou fazer, ou estou fazendo, é faça”, disse.

A orientação também vale para tarefas operacionais que consomem tempo. Segundo a empresária, as novas tecnologias devem ser consideradas nas diferentes atividades de um negócio, sempre como parte de uma análise sobre as necessidades da empresa.

Resiliência faz parte da jornada

Ao compartilhar a trajetória do Magazine Luiza, que começou em 1957 com uma pequena loja em Franca, no interior de São Paulo, Luiza destacou que o crescimento de uma empresa é gradual. Ela começou a trabalhar no negócio familiar ainda na adolescência, quando a loja havia sido aberta por sua tia, Luiza Trajano Donato.

“Sonhar é muito bom, mas entre o sonho e a gente concretizar o sonho tem uma caminhada. Uma empresa leva no mínimo cinco anos para ela começar a se equilibrar, e isso vai exigir muita paciência, trabalho e resiliência”, afirmou.

Para a empresária, também é importante conectar o negócio a um propósito de vida. Essa relação pode ajudar a manter o ânimo nos períodos mais difíceis e permitir que a empreendedora reconheça, no futuro, o que conseguiu construir.

Aprender e observar oportunidades

Outro ponto abordado foi a chamada “fuçativa”: a disposição para buscar conhecimentos, testar possibilidades e identificar oportunidades. Luiza ressaltou que o aprendizado contínuo é essencial para acompanhar as transformações do mercado.

“Vou dar uma dica: realidade diferente exige atitude diferente. Nesse momento, que a gente está com a inteligência artificial entrando, e a gente não sabe onde ela vai parar, faça as pazes com ela, não fuja dela”, concluiu.

A palestra também contou com a participação de Claudia Rosa, empresária, mentora e investidora anjo, que acompanha mais de 130 startups e é convidada do programa Shark Tank Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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