Inteligência artificial auxilia na detecção de infarto e doenças cardíacas

Tecnologia aprimora análise de exames, mas decisão clínica permanece com o médico

A inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço na Cardiologia, auxiliando na identificação de arritmias, sinais de infarto e alterações na função cardíaca, além de contribuir na interpretação de exames como eletrocardiogramas, ecocardiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas. Essa tecnologia promete tornar algumas avaliações mais rápidas e precisas, sem substituir o olhar clínico do médico.

O tema será destaque no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) 2026, que ocorrerá de 24 a 26 de setembro, no Wish Serrano Hotel e Centro de Convenções, em Gramado. Entre os palestrantes confirmados está o cardiologista Dr. Gilberto Lahorgue Nunes, que abordará as principais aplicações da IA na especialidade.

IA aumenta sensibilidade na identificação do infarto

Um estudo publicado no JACC: Cardiovascular Interventions demonstrou que o uso da inteligência artificial na análise do eletrocardiograma de pacientes que chegam à emergência com suspeita de infarto elevou a sensibilidade para identificação da condição de 71% para 92%. Além disso, a tecnologia contribuiu para a redução de ativações desnecessárias da equipe de Hemodinâmica.

Segundo Dr. Gilberto Lahorgue Nunes, "a inteligência artificial já pode auxiliar na análise de eletrocardiogramas e exames de imagem, identificando padrões que ajudam o médico no diagnóstico e na tomada de decisão. O potencial é muito grande, especialmente para tornar algumas avaliações mais rápidas e precisas."

Aplicações em exames cardíacos e intervenção

Além do eletrocardiograma, a IA está sendo estudada para identificar disfunção ventricular a partir do próprio exame e já é aplicada na análise de ecocardiografia, tomografia e ressonância magnética. Na Cardiologia Intervencionista, a tecnologia pode auxiliar na avaliação das artérias coronárias e na análise dos resultados após o implante de stents.

Importância do papel do médico

Apesar dos avanços, especialistas enfatizam que a inteligência artificial deve ser usada como ferramenta de apoio, não substituindo o cardiologista. A interpretação dos dados, avaliação clínica do paciente e decisão terapêutica continuam dependendo do conhecimento médico, além de considerações sobre segurança, ética e proteção das informações.

Dr. Gilberto Lahorgue Nunes destaca que "essas ferramentas não substituem o cardiologista. A interpretação dos dados, a avaliação do paciente e a decisão clínica continuam dependendo do conhecimento médico, além de questões importantes envolvendo segurança, ética e proteção das informações."

O Congresso SOCERGS 2026 também incluirá um curso específico sobre inteligência artificial, focado na aplicação prática dessas ferramentas na rotina do cardiologista, reforçando a integração entre inovação, evidência científica e tomada de decisão clínica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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