FRIACA 2026 destaca novos talentos e promove acesso gratuito ao roteiro audiovisual

Festival gratuito em Curitiba reuniu grandes nomes do audiovisual e premiou projetos no FRIACA Lab

O FRIACA — Festival de Roteiro Audiovisual de Curitiba — encerrou sua terceira edição consolidando-se como um dos principais eventos do gênero no Brasil. Com uma programação totalmente gratuita, o festival promoveu a inclusão e o acesso ao conhecimento, reunindo grandes nomes do audiovisual para compartilhar experiências e inspirar novos roteiristas.

Programação e convidados de destaque

Entre os participantes, o autor Gustavo Reiz, reconhecido por seu trabalho nas artes cênicas e precursor dos microdramas, ministrou uma masterclass sobre esse formato narrativo emergente. Reiz destacou a importância de compreender os microdramas como uma realidade consolidada no cenário audiovisual brasileiro.

Jessica Reis, roteirista do reality show Ilhados com a Sogra, fenômeno da Netflix, falou sobre os desafios de escrever para o gênero reality, ressaltando o papel fundamental do roteirista em lidar com o imprevisível e adaptar-se à realidade dos participantes.

Outro destaque foi André Araújo, roteirista do longa-metragem Feito Pipa, que pode representar o Brasil no Oscar 2027. Ele compartilhou detalhes do seu processo de escrita e os desafios enfrentados durante a produção do filme.

Também participaram da programação nomes como André Hayato Saito, vencedor do prêmio Grande Otelo na categoria Ficção; Jeff Pugsley, responsável pela distribuição da Imagem Filmes na América Latina; Luísa Giesteira, diretora, roteirista e produtora; André Fischer, diretor; Pedro Faissol, roteirista; Caroline Biagi, cineasta; e Henrique dos Santos, roteirista e consultor de filmes e séries.

FRIACA Lab: revelando novos talentos

O festival contou ainda com o FRIACA Lab, laboratório de desenvolvimento de roteiros que selecionou 10 roteiristas para receber consultorias especializadas em projetos de curta e longa-metragem de ficção.

Na categoria curta-metragem, o primeiro lugar foi para Guilherme Pedra, de São Paulo, com Desponte, que recebeu o Troféu FRIACA 2026 e R$ 3 mil. O segundo lugar ficou com Karkará Tunga, de Igarassu (PE), com Batoki: Noite Sem Lua, e o terceiro com Eduardo Sarubbi Resing, de São Paulo, com O Arrebatamento.

Na categoria longa-metragem, o vencedor foi Yago Matheus Ricardo da Silva, de Taboão da Serra, com Aulas de Direção, que recebeu o troféu e R$ 5 mil. Monalisa Evangelista da Silva, de São Paulo, ficou em segundo lugar com Maria Sings The Blues, que também conquistou o Prêmio Paradiso de melhor pitching. O terceiro lugar foi para Gil Marcel Cordeiro, de Curitiba, com Dois Caras Numa Moto.

Compromisso com a formação e o acesso

Eduardo Calegari, diretor geral do FRIACA, destacou a riqueza da edição em termos de público e conteúdo, ressaltando o compromisso do festival em manter todas as atividades gratuitas. “Não vemos a hora de 2027”, afirmou.

O FRIACA é realizado pela Paratrama Audiovisual, com apoio do Cine Passeio e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), e conta com patrocínio do Uninter. O projeto é financiado pelo Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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