Mercofrio 2026 debate clima extremo, IA e eficiência energética
Congresso em Porto Alegre discute impactos do clima instável, inteligência artificial e data centers na climatização
O setor de climatização e refrigeração enfrenta transformações significativas causadas por mudanças climáticas, avanços tecnológicos e novas demandas energéticas. Esses temas foram o foco do primeiro dia do Mercofrio 2026, realizado em 15 de setembro no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre.
O congresso reúne especialistas para discutir os sistemas de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (AVAC-R) e suas aplicações em diversos ambientes, como edifícios, cozinhas profissionais, conservação de alimentos e medicamentos, além da qualidade do ar.
Clima instável e eficiência energética
Durante o painel sobre eficiência energética, o engenheiro consultor e Distinguished Lecturer da ASHRAE, Fábio Clavijo, destacou a necessidade de considerar as variações climáticas extremas no dimensionamento dos sistemas. Segundo ele, avaliar a eficiência energética apenas com base em condições médias não é suficiente. “Precisamos identificar os extremos de inverno e verão e entender como o sistema se comporta ao longo do ano. Isso permite dimensionar soluções mais adequadas à realidade de cada região”, afirmou.
A professora Dra. Franciele Schwanck Carlos ressaltou que o clima está se tornando cada vez mais instável, com dias mais quentes, invernos mais curtos e eventos extremos mais frequentes. Ela citou que, em 2025, a temperatura média global ficou 1,19°C acima dos níveis pré-industriais, um dado que evidencia a rapidez dessas mudanças.
Inteligência artificial e tomada de decisão
A evolução da inteligência artificial (IA) também foi tema central. A professora Dra. Rosa Vicari explicou que a IA avançou de sistemas programados para cumprir objetivos explícitos para modelos capazes de identificar padrões e aprender a partir dos dados. “Com o deep learning, surgem objetivos implícitos, abstraídos pela própria IA a partir dos dados. Ela reúne percepções e objetivos, gera modelos de machine learning e passa a atuar sobre o mundo. Ou seja, a inteligência artificial não é apenas passiva, ela é ativa”, detalhou.
Esse avanço tecnológico impacta o mercado de trabalho, acelerando projetos, automatizando tarefas e aumentando a demanda por qualificação e competências analíticas.
Data centers e controle térmico
O crescimento da IA também eleva a capacidade de processamento dos data centers, o que torna o controle térmico ainda mais crucial. Alexandre Kontoyanis destacou que essas instalações dependem de infraestrutura robusta, incluindo energia, conectividade e equipamentos de tecnologia da informação, além de sistemas para manter a operação segura.
Ele mencionou que novas soluções tecnológicas, inclusive aquelas que não utilizam compressores, estão sendo desenvolvidas para atender a essas demandas térmicas.
O Mercofrio 2026 é realizado pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) e segue até 17 de setembro em Porto Alegre.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



